AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
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Trump pede que Catar seja 'responsável' e pare de financiar o terrorismo 

Ao abrir para perguntas, Trump foi questionado sobre o depoimento do ex-diretor do FBI James Comey à Comissão de Inteligência do Senado ontem e disse que estaria '100% disposto' a também dar sua versão sob juramento

O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2017 | 16h48

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou nesta sexta-feira, 9, o Catar a "suspender seu financiamento do terrorismo" e "voltar à comunidade de nações responsáveis". O presidente tratou da crise diplomática envolvendo o reino depois que várias nações árabes, lideradas pela Arábia Saudita, romperam relações com Doha. 

As declações de Trump, que reforçaram seu posicionamento do início da semana, foram dadas no mesmo dia que seu secretário de Estado alegou que o bloqueio ao Catar está dificultando as operações da base militar americana naquele país. A base é a maior dos EUA no exterior e é dela que partem os voos de combate ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque. 

Trump mencionou sua recente viagem ao Oriente Médio e agradeceu à Arábia Saudita por promover uma cúpula de países árabes presidida pelo americano em Riad. "(A cúpula) foi o começo do fim do terrorismo (no mundo)", insistiu Trump, alegando que ali ele começou a pressionar os países a pararem de "finaciar o terror, a ensinar as pessoas a matarem outras pessoas, e a difundir o ódio". 

"Chegou a hora de cobrar do Catar parar de financiar o terrorismo. Tem de parar com esse financiamento e com a ideologia extremista", disse o republicano ao lado do presidente da Romênia, Klaus Iohannis, que visita Washington, em uma rápida e tensa entrevista coletiva. 

FBI. Ao abrir para perguntas, Trump foi questionado sobre o tuíte de hoje, mais cedo, no qual afirmou que o ex-diretor do FBI James Comey foi "vingativo" em seu depoimento à Comissão de Inteligência, ontem, no Senado. Trump confirmou o que postou, reiterando que Comey é um "vazador" de informações à imprensa. 

O presidente foi questionado se estaria disposto a dar a sua versão sob juramento, assim como fez Comey no Senado. "100% disposto", respondeu ele, negando que em qualquer momento tenha pedido "lealdade" a Comey em sua investigação envolvendo seu governo. 

Como diretor do FBI, Comey comandava uma investigação sobre as suspeitas de que a Rússia, aliada à campanha republicana, interferiu nas eleições presidenciais do ano passado para favorecer Trump. Comey foi demitido bruscamente no início do mês passado.

Ontem, ele participou de uma audiência pública no Senado para falar sobre suas impressões e conversas com o presidente, nas quais Trump teria pedido a ele "lealdade" e que "deixasse para lá" a investigação específica sobre Michael Flynn, que renunciou ao cargo de conselheiro da Casa Branca em fevereiro por ter omitido informações sobre seus contatos com os russos.  

 

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