AP Photo/Evan Vucci
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Trump pede desculpas por retuitar vídeos de grupo de extrema direita britânico

Em entrevista ao canal britânico ITV, presidente americano diz que não sabia que o Britain First, autor das imagens, era um grupo radical; republicano garante que tem 'uma grande relação' com a premiê Theresa May, apesar de muitos duvidarem

O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2018 | 09h32

LONDRES - O presidente americano, Donald Trump, pediu desculpas por ter retuitado vídeos antimuçulmanos de um grupo de extrema direita britânico - situação que provocou tensão com Londres -, em uma entrevista ao canal britânico ITV. 

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"Não sabia quem eram", afirmou sobre o Britain First e seus vídeos antimuçulmanos, antes de completar: "Se você me diz que são pessoas racistas horríveis, certamente gostaria de pedir desculpas".

"Fiz um retuíte. Quando você faz retuítes pode provocar problemas porque nunca sabe quem os iniciou", alegou o presidente na entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, realizada na quinta-feira em Davos (Suíça), onde participa do Fórum Econômico Mundial.

Morgan acusou o presidente americano de provocar "uma grande angústia e irritação no Reino Unido, porque o Britain First "é essencialmente um monte de racistas e fascistas". "Não sabia", respondeu o presidente, de acordo com trechos da entrevista que será exibida na íntegra no domingo.

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Trump retuitou os vídeos no fim de novembro, o que gerou críticas da primeira-ministra britânica, Theresa May, que chamou a atitude de "erro". O presidente americano respondeu que a chefe de governo britânica deveria se preocupar com os próprios problemas.

"Temos uma grande relação, embora muitas pessoas acreditem que não", declarou Trump sobre May. "(Ela) está fazendo um grande trabalho. Sou um grande admirador da Grã-Bretanha, do Reino Unido e da Escócia", completou o presidente americano - a mãe de Trump nasceu na Escócia e ele tem campos de golfe no país.

O incidente de novembro provocou dúvidas entre a opinião pública britânica sobre a conveniência de convidar Trump para uma visita de Estado, a mais elevada em termos protocolares, que deve acontecer este ano.

"Não me importa", respondeu ao ser questionado sobre os britânicos descontentes com convite e sobre os pedidos para proibir sua entrada. "Acredito que muitas pessoas em seu país gostam do que defendo. Defendo fronteiras fortes". / AFP

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