EFE/Comunicaciones Lilian Tintori
EFE/Comunicaciones Lilian Tintori

Trump pede libertação de líder opositor venezuelano

Presidente americano recebeu na Casa Brana a mulher de Leopoldo López, Lilian Tintori; Ministério das Relações Exteriores da Venezuela considerou o pedido uma intromissão do magnata

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2017 | 08h31

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu na quarta-feira na Casa Branca Lilian Tintori, mulher do líder opositor venezuelano Leopoldo López, e pediu a libertação do marido, condenado a quase 14 anos de prisão por ter incitado algumas manifestações que terminaram com mais de 40 mortos em 2014.

"A Venezuela deveria permitir que Leopoldo López, um preso político e marido de Lilian Tintori (que conheci ao lado de Marco Rubio), saia da prisão imediatamente", afirmou Trump em sua conta no Twitter.

Lilian viajou para Washington para expor ao Senado dos EUA seu ponto de vista sobre a crise pela qual passa a Venezuela epois que um grupo de 34 legisladores dos dois partidos pediram na semana passada que Trump puna o governo do líder Nicolás Maduro.

Em entrevista coletiva realizada na terça-feira, no Centro de Estudos Diálogo Interamericano, a mulher de López também pediu que Trump "faça algo em ações e não só em palavras" sobre a Venezuela.

Lilian disse que "se o governo dos EUA for democrático, precisa pedir que se cumpram as leis e os direitos humanos na Venezuela, e tem de pressionar pela libertação dos presos políticos".

Após o encontro com Trump, a mulher de López também publicou uma mensagem no Twitter: "Vamos, Venezuela. Sigamos com mais força para conquistar nossa liberdade!", escreveu.

Resposta. O governo da Venezuela rejeitou no mesmo dia o que considerou uma intromissão de Trump. "A República Bolivariana Venezuela rejeita a intromissão e agressão do presidente dos EUA, Donald Trump, que pretende dar ordens em nosso país", disse em sua conta no Twitter a ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez.

A chanceler considerou "lamentável" que alguns supostos "lobbys" e "máfias" de Miami, "em cumplicidade com a oposição violenta venezuelana", tenham imposto ao presidente americano políticas contra a chamada revolução bolivariana.

"Enquanto o presidente Nicolás Maduro propõe iniciar nova era de relações de respeito, Trump se solidariza com chefe de ações violentas", afirmou a ministra, após classificar López de "líder de ações sangrentas e inconstitucionais".

Maduro advertiu Trump que responderá com firmeza a qualquer agressão de seu governo contra o país. Ele ressaltou, porém, que não quer ter "problemas" com o republicano.

"Se nos agredirem, calados não vamos ficar. A Venezuela vai fazer barulho e vai fazer muito barulho (...). O imperialismo chegou a um nível de desprestígio jamais visto", disse o chavista em um ato de governo, em sua primeira confrontação ao governo de Trump. / EFE

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