Michael Reynolds/EFE
Michael Reynolds/EFE

Trump perde apoio após atacar procurador que investiga elo com Rússia

Republicanos alertam presidente a não demitir investigador de elos com Rússia

O Estado de S.Paulo

18 Março 2018 | 20h50

WASHINGTON - Uma onda de tuítes do presidente americano contra a investigação sobre o envolvimento da Rússia em sua eleição foi ontem repreendida duramente por parlamentares republicanos. O alerta veio após Donald Trump criticar diretamente o procurador especial Robert Mueller e o acusar de agir politicamente a serviço dos democratas.

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“Por que a equipe de Mueller tem 13 democratas endurecidos, alguns grandes partidários da desonesta Hillary e zero republicanos? Somou recentemente outro democrata”, afirmou Trump no Twitter.O presidente omitiu que Mueller é republicano e foi nomeado em 2001 como diretor do FBI por um presidente do partido, George W. Bush.

Senadores republicanos criticaram as declarações de Trump e disseram que ele não deve intervir na investigação. “Se ele demitir Mueller, será o começo do fim de sua presidência”, afirmou o senador Lindsay Graham. 

Para o senador Jeff Flake, que é especulado como pré-candidato do partido em 2020, os comentários do presidente tinham como objetivo provocar a demissão de Mueller. “Eu não sei quais ações estão sendo conduzidas por Mueller, mas parece estar evoluindo para isso. Espero que não vá por aí. Nós do Congresso não podemos aceitar isso,” disse Flake ao programa Estado da União, da CNN.

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AshLee Strong, porta-voz do presidente da Câmara, Paul Ryan, declarou que Mueller deve prosseguir com o trabalho que está fazendo, mas não deixou claro se o Congresso agirá para evitar sua demissão. 

O presidente também criticou o ex-subdiretor do FBI Andrew McCabe, demitido na sexta-feira, dois dias antes de sua aposentadoria, e o ex-diretor do FBI James Comey, que Trump demitiu no ano passado. Até agora, o presidente tinha evitado atacar Mueller diretamente. 

A mensagem de Trump chega um dia após seu advogado pessoal, John Dowd, ter pedido ao Departamento de Justiça que feche a investigação de Mueller por considerar que essa atividade foi “fabricada” por Comey com base em um dossiê “fraudulento e corrupto” sobre Trump.

Mueller assumiu a investigação depois que Trump demitiu Comey no ano passado e investiga a possível interferência russa nas eleições. Ele interrogou e indiciou membros da equipe da campanha e estuda interrogar Trump. / EFE e AFP

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