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Trump 'perdoa' último peru na Casa Branca e não menciona derrota

O 'perdão' deste ano foi concedido em meio à recusa sem precedentes do republicano em aceitar sua derrota na eleição presidencial vencida pelo democrata Joe Biden

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 20h21

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta terça-feira, 24, o tradicional indulto anual a um peru - que se livrará de acabar na mesa do jantar de Ação de Graças na quinta-feira -, no que pode ser o primeiro de vários perdões por vir.

Esse ritual presidencial que antecede o feriado nacional de quinta-feira, quando mais de 45 milhões de perus serão consumidos em todo o país, contou com um Trump tranquilo.

"Que pássaro", disse ele a um grande peru branco chamado Corn (Milho). Ele observou que o Dia de Ação de Graças é um "dia especial para os perus", embora "no geral, não seja muito bom". Essa tradicional cerimônia nada mais é do que uma sessão fotográfica peculiar.

O "perdão" deste ano foi concedido em meio à recusa sem precedentes de Trump em aceitar sua derrota na eleição presidencial vencida pelo democrata Joe Biden

Nesta terça-feira, o presidente retuitou uma foto dele com olhar desafiador sobre a mesa do Salão Oval com a legenda "Não concedo NADA!!!!!"

Desta vez, os jornalistas esmiuçaram cada sílaba, querendo ver se Trump finalmente admitiria que perdeu a eleição. Mas não houve concessões nem pistas.

Mais tarde, Trump apareceu ao lado do vice-presidente, Mike Pence, na sala de imprensa, mas apenas para emitir um comunicado sobre as altas históricas do mercado de ações dos Estados Unidos. E então saiu sem responder a perguntas.

O evento realizado no jardim da Casa Branca marca uma das poucas aparições de Trump em uma cerimônia oficial desde sua derrota em 3 de novembro. Suas partidas de golfe têm sido mais frequentes do que seus eventos públicos, enquanto ele passa a maior parte do tempo tentando reverter os resultados eleitorais, sem sucesso.

Muitos líderes prestes a deixar o poder intensificam o uso do perdão presidencial enquanto fazem as malas na Casa Branca.

Tratam-se muitas vezes de demonstrações pouco controvertidas de misericórdia ou tentativas de promover a reconciliação nacional, como as anistias concedidas pelos presidentes Gerald Ford e Jimmy Carter para americanos que descumpriram o serviço militar obrigatório da Guerra do Vietnã.

Antes de deixar Washington, espera-se que Trump estenda seus indultos aos presos que receberam sentenças muito duras de prisão por crimes relativamente menores relacionados às drogas desde os anos 90.

No entanto, o presidente republicano também cogitou opções mais polêmicas, como conceder perdão a amigos ou mesmo a pessoas já condenadas por crimes relacionados ao seu governo./AFP 

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