Baz Ratner/REUTERS
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Trump planeja retirada parcial de tropas do Afeganistão e do Iraque, dizem fontes

Número de soldados americanos no Afeganistão deve cair quase pela metade até 15 de janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 17h56

WASHINGTON - O governo Trump deve cortar o número de soldados americanos no Afeganistão quase pela metade até 15 de janeiro, disse uma autoridade americana nesta segunda-feira, 16. Além disso, o Pentágono também pretende reduzir o número de militares no Iraque.

A ordem não alcançaria a meta de retirar todas as tropas até o fim do ano, proposta do presidente que enfrentou oposição de assessores militares e diplomáticos.

As decisões devem ser anunciadas após o presidente Donald Trump fazer mudanças significativas no Pentágono na semana passada, quando ele demitiu seu então secretário de Defesa, Mark Esper, e indicou outros altos funcionários do Pentágono, após preocupações de longa data de que suas prioridades não estavam sendo tratadas com urgência suficiente no Departamento de Defesa.

As ações de redução de tropas dariam a Trump uma realização em suas últimas semanas no cargo, mesmo que ele se recuse a conceder sua derrota nas eleições para Joe Biden.

O oficial, que falou sob condição de anonimato, disse que os líderes militares foram informados no fim de semana sobre as retiradas planejadas e uma ordem executiva está em andamento, mas ainda não foi entregue aos comandantes.

Atualmente, existem entre 4.500 e 5 mil soldados no Afeganistão e mais de 3 mil no Iraque.

Autoridades dos EUA e do Afeganistão estão alertando sobre níveis preocupantes de violência por parte dos insurgentes do Taleban e ligações persistentes do Taleban com a Al-Qaeda.

Foram esses laços que desencadearam a intervenção militar dos EUA em 2001, após os ataques do 11 de Setembro, realizados pela Al-Qaeda. Milhares de soldados americanos e aliados morreram em combates no Afeganistão desde então.

Alguns oficiais militares dos EUA, citando as prioridades do contraterrorismo dos EUA no Afeganistão, instaram Trump em particular  a não chegar a zero neste momento e querem manter os níveis de tropas dos EUA em cerca de 4.500, por enquanto.

“O presidente agiu apropriadamente nisso, nunca disse: 'Ei, vamos a zero. Vamos amanhã.' Sempre foi um esforço com base em condições e esse esforço continua ", disse o oficial sênior da Defesa dos EUA, sem detalhar explicitamente os planos de retirada futuros. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. /AP e REUTERS

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