Leah Millis/Reuters - 21/5/2020
Leah Millis/Reuters - 21/5/2020

Trump pressiona governadores a reabrirem casas de culto 'agora mesmo'

'Se eles (governadores) não fizerem isso, vou passar por cima deles. Precisamos de mais oração na América, e não de menos', disse o presidente

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2020 | 16h31

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta sexta-feira, 22, que os governadores permitam a abertura dos locais de culto imediatamente, à medida que o país relaxa gradualmente as restrições para conter a covid-19.

"Hoje estou identificando casas de culto - igrejas, sinagogas e mesquitas - como lugares essenciais que fornecem serviços essenciais", disse Trump em entrevista coletiva na Casa Branca. 

"Os governadores precisam fazer a coisa certa e permitir que esses locais de fé, importantes e essenciais, sejam abertos agora, neste fim de semana", disse. 

"Se eles não fizerem isso, vou passar por cima dos governadores. Precisamos de mais oração na América, e não de menos."

Estabelecer o que constitui serviços essenciais tem sido uma prerrogativa das autoridades estaduais e locais, e não do governo federal, e muitos restringiram o funcionamento das casas de cultos para conter a propagação do vírus.

Em algumas áreas, as igrejas abriram sob regras estritas de distanciamento social, enquanto em outras, pastores e sacerdotes realizam cultos ao ar livre, com os fiéis permanecendo em seus carros. 

Trump disse que as casas de culto devem ser abertas como outros locais designados como serviços essenciais, como farmácias, restaurantes, supermercados, hospitais e clínicas de saúde, além de lojas que vendem álcool.

"Alguns governadores consideraram essenciais as lojas de bebidas e as clínicas de aborto, mas deixaram de fora igrejas e outras casas de culto. Não está certo", disse Trump. Em alguns Estados, houve um debate sobre a possibilidade de as instalações que prestam serviços de aborto, como as operadas pela Planned Parenthood, permanecerem abertas durante o desligamento da covid-19. / AFP

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