AP Photo/Evan Vucci
AP Photo/Evan Vucci

Trump promete revogar lei que proíbe pastores de apoiar candidatos

Presidente prometeu defender a liberdade religiosa nos Estados Unidos e lembrou que muçulmanos pacíficos estão sendo brutalizados pelo EI

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2017 | 13h27

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quinta-feira, 2, em discurso para líderes religiosos em Washington revogar a Emenda Johnson - uma regulamentação que impede pastores de apoiar candidatos em cultos para que eles mantenham sua isenção fiscal com o imposto de renda.  A medida serve como barrreira entre a religião e o caráter laico da política e foi criada em 1954 pelo então senador democrata Lyndon Johnson. 

"Eu me livrarei e destruirei a emenda Johnson e permitirei que nossos representantes falem livremente e sem medo de punição", disse Trump, sem explicar como fará para derrubar uma lei aprovada pelo Congresso, nem dar um prazo para isso.  Como candidato, ele fez uma promessa similar. 

Estado Islâmico. O republicano também declarou que "todas as nações" tem o compromisso de combater a violência do Estado Islâmico contra minorias cristãs na Síria e no Iraque.

 O magnata republicano participou de uma oração em um café da manhã com lideranças religiosas em Nova York. O presidente prometeu defender a liberdade religiosa nos Estados Unidos e lembrou que muçulmanos pacíficos estão sendo brutalizados pelo EI.

"Não permitirei que a intolerância se espalhe pelo nosso país", disse Trump.

O presidente ainda falou sobre imigração em seu discurso e defendeu o controvertido veto a cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos - Síria, Iêmen, Sudão, Somália, Líbia, Irã e Iraque. 

"Vamos desenvolver um sistema de imigração que garanta que apenas entrem no nosso país quem nos ame e ame nossos valores", declarou. "Temos a política de imigração mais generosa do mundo, mas há quem explore essa generosidade". 

Trump também reclamou das relações comerciais dos Estados Unidos com outros países, que segundo ele, prejudicam Washington. "Somos colocados em desvantagem por todas as nações do mundo", afirmou.

Por fim, o presidente ironizou o ex-governador da Califórnia e ator Arnold Schwarzenegger - hoje apresentador do reality show "O aprendiz" - por ter índices de audiência mais baixos que os seus quando ele apresentava o programa. / REUTERS 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.