REUTERS/Leah Millis
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Trump propõe encontro com Kim na fronteira entre as duas Coreias

Presidente americano diz que irá para a Coreia do Sul após o fim da cúpula do G-20 no Japão

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 22h15

OSAKA, JAPÃO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado em Osaka, Japão, estar aberto a uma reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, na zona desmilitarizada entre as duas Coreias, aproveitando sua viagem a Seul esta semana.

"Após várias reuniões muito importantes (...) deixarei o Japão rumo á Coreia do Sul (com o presidente Moon). Quando estiver lá, se o presidente Kim da Coreia do Norte vir isto, gostaria de me reunir com ele na fronteira para apertar a mão dele e dizer olá(?)!", indicou Trump, que está no Japão para a cúpula do G-20.

A oferta foi uma surpresa diante do resultado da última reunião entre Trump e Kim, em fevereiro, em Hanói, que acabou sem acordo sobre o programa nuclear norte-coreano.

Depois do encontro fracassado, Kim disse em abril que ia esperar “até o final do ano” para que os Estados Unidos decidam ser mais flexíveis, segundo a agência norte-coreana KCNA. “É essencial que os EUA cancelem sua estratégia atual e adotem outra nova”, falou o líder norte-coreano à Assembleia Popular Suprema, o parlamento unicameral da Coreia do Norte. 

Trump e Kim abandonaram o hotel de Hanói onde era realizada a cúpula após a suspensão de uma cerimônia pública que estava agendada. O presidente americano disse que a cúpula terminou sem acordo porque ele não estava disposto a suspender todas as sanções contra a Coreia do Norte. Segundo Trump, Kim se ofereceu para desmantelar o centro de pesquisa nuclear de Yongbyon em troca da suspensão de todas as sanções sobre Pyongyang, oferta que foi rejeitada por Washington.

O primeiro encontro – histórico – entre os dois líderes ocorreu em 12 de junho de 2018, em Cingapura. Ao final da reunião, Trump e Kim se sentaram em frente a jornalistas e assinaram um documento de cooperação, no qual eles reafirmaram a Declaração de Panmunjon, naqual a Coreia do Norte se compromete a trabalhar para a “completa desnuclearização da Península Coreana.

Na ocasião, Kim se mostrou otimista: “Eu acredito que esse é um bom prelúdio para a paz”, afirmou. Trump respondeu: “Eu também”.

O presidente americano viajará diretamente a Seul ao final da cúpula do G-20 em Osaka, onde ele se reúne hoje o presidente chinês, Xi Jinping, para tentar baixar a tensão entre as duas potências em plena guerra comercial. / AFP

 

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