REUTERS/Shannon Stapleton
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Trump propõe reforma tributária que reduz impostos para pobres, ricos e empresas

Pré-candidato republicano líder nas pesquisas diz que sua proposta fará economia dos EUA crescer 'como não acontece há décadas'

O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2015 | 14h57

NOVA YORK - O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump apresentou na noite de segunda-feira, 28, seu programa tributário, no qual se destacam as grandes reduções de impostos para os cidadãos com menos recursos e também para os mais ricos e empresas.

Em entrevista coletiva na Torre Trump de Manhattan, o magnata nova-iorquino propôs "simplificar" o código tributário e eliminar os subterfúgios aos quais se acolhem atualmente os grandes fundos de investimento e as multinacionais.

Entre as medidas propostas por Trump, que segue liderando as pesquisas entre os republicanos, mas é seguido muito de perto pelo neurocirurgião aposentado Ben Carson, se destaca um drástico corte do tipo de tributação máxima para as empresas dos atuais 35% para 15%.

Quanto às reduções de impostos para os mais ricos, Trump propõe que as pessoas que ganham mais de US$ 150.001 por ano e os casais que tenham uma receita combinada superior a US$ 300.001 por ano passem a pagar 25% em impostos, muito abaixo dos atuais 40%.

Além disso, o magnata também propõe que as famílias mais humildes não paguem impostos, por isso seu plano exime de deveres fiscais todos os indivíduos com rendimentos inferiores a US$ 25 mil por ano e os casais com menos de US$ 50 mil.

Segundo o Centro de Política Fiscal dos EUA, se a proposta de Trump for aplicada, o número de famílias americanas que estariam isentas de impostos federais passaria dos 45% atuais para 50%.

"Propomos um código fiscal incrível. Será simples, será fácil, será justo. Grandes cortes de impostos para as pessoas de renda média e para a maioria dos americanos", garantiu Trump durante a apresentação.

"(O código) fará a economia americana crescer a um nível que não é visto há décadas", comentou o magnata imobiliário. / EFE

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