Doug Mills/EFE/EPA
Doug Mills/EFE/EPA

Trump publica e depois apaga vídeo de apoiador gritando 'poder branco'

Presidente dos EUA retuitou mensagem frequentemente repetida por supremacistas brancos

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2020 | 13h33

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reproduziu neste domingo, 28, em sua conta no Twitter um vídeo mostrando um de seus apoiadores na Flórida gritando "white power" (poder branco) contra manifestantes de seu governo. A publicação foi apagada depois da repercussão negativa, inclusive entre apoiadores do Partido Republicano.  

O vídeo mostra manifestantes e apoiadores de Trump gritando palavrões um ao outro. Depois que um manifestante chama um partidário de Trump de racista, o homem responde levantando o punho e gritando "poder branco", um slogan repetido com frequência por supremacistas brancos. A mensagem de Trump dizia: 'Obrigado às ótimas pessoas de The Villages', uma comunidade na Flórida visitada pelo presidente ano passado. 

"Não há dúvida de que ele não deveria ter retuitado e deveria retirá-lo", disse o senador Tim Scott, o único republicano negro, à CNN. “Certamente, o comentário sobre o poder branco foi ofensivo. É indefensável". A mensagem ficou disponível na página de Trump por cerca de 90 minutos, de acordo com o jornal The Washington Post

O porta-voz da Casa Branca, Judd Deere, disse que o presidente não tinha visto essa declaração feita no vídeo. "O que ele viu foi um tremendo entusiasmo de seus muitos apoiadores".

O tuíte ocorre na sequência da resposta hostil de Trump aos protestos contra a injustiça racial que são realizados há semanas nos Estados Unidos desde a morte de George Floyd, um homem negro desarmado que morreu depois que um policial branco se ajoelhou no seu pescoço por quase nove minutos em Minneapolis.

Donald Trump já foi acusado de racismo por parlamentares por seus tuítes no passado, inclusive por ataques a parlamentares negros e por dizer a quatro congressistas negras que elas deveriam "voltar e ajudar a consertar os lugares totalmente destruídos e infestados de crimes de onde vieram". / Com informações da Reuters e Washington Post 

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