Evan Vucci/AP
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Trump planeja receber Putin em Washington até o fim do ano

Convite abre possibilidade para que líder russo visite a capital americana justo antes ou depois das eleições legislativas nos EUA, previstas para 6 de novembro

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2018 | 17h31

O presidente Donald Trump quer convidar seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, para visitar os Estados Unidos no próximo outono boreal, entre setembro e dezembro, informou nesta quinta-feira, 19, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders. A presidência americana informou que as conversações para planejar esse novo encontro já começaram.

"O presidente Trump pediu a @AmbJohnBolton que convide o presidente Putin a Washington neste outono e as conversas já estão em curso", tuitou a secretária de imprensa Sarah Sanders, apenas três dias depois da cúpula na Finlândia entre os líderes americano e russo.

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"Em Helsinque, @POTUS (sigla em inglês do presidente dos EUA) concordou que houvesse um diálogo constante entre o pessoal de ambos conselhos de segurança."

Esse convite abre a possibilidade para que Putin visite Washington justo antes ou depois das eleições legislativas nos EUA, previstas para 6 de novembro, apesar do temor das agências de inteligência americanas de que a Rússia tenta interferir nessas votações, como supostamente fez nas de 2016.

No entanto, não está claro se Putin aceitará o convite para visitar Washington, dado que Trump já tentou programar a primeira cúpula entre ambos na capital americana e finalmente teve de conformar-se com que a reunião acontecesse em Helsinque.

Trump anunciou hoje sua intenção de ter uma segunda cúpula com Putin, devido ao "sucesso" da que aconteceu nesta segunda-feira na capital finlandesa.

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"Estou ansioso pelo nosso segundo encontro para que possamos começar a implementar algumas das muitas coisas discutidas", escreveu Trump em sua conta do Twitter.

Entre elas, o presidente americano citou a luta contra o terrorismo, a segurança em Israel, a proliferação nuclear, a Ucrânia, os ciberataques e a Coreia do Norte. "Há muitas respostas a estes problemas, algumas fáceis e outras difíceis, mas todos podem ser solucionados", acrescentou. / EFE, ANSA e AFP

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