Russian Foreign Ministry Photo via AP
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Trump quer manter relações pragmáticas e benéficas com Rússia, diz chefe da diplomacia russa

Serguei Lavrov se encontrou com o presidente americano e com Rex Tillerson; ao comentar as acusações de que Moscou teria interferido nas eleições americanas de 2016, ele afirmou que elas são uma invenção

O Estado de S.Paulo

10 Maio 2017 | 14h21

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, busca manter relações pragmáticas e mutuamente benéficas com a Rússia, afirmou o chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, depois de se reunir com o chefe de Estado americano nesta quarta-feira, 10, na Casa Branca.

"O presidente Trump claramente confirmou seu interesse em construir relações mutuamente benéficas e pragmáticas com a Rússia", afirmou Lavrov.

Trump também "enfatizou a necessidade de trabalhar juntos para colocar fim ao conflito na Síria, em particular, ressaltando a necessidade de que a Rússia controle o regime de Assad, o Irã e os representantes iranianos", informou a Casa Branca após o encontro.

Lavrov está em Washington pela primeira vez em quase quatro anos para buscar o apoio dos EUA para um plano russo que visa criar zonas de segurança na Síria.

Com relação às acusações de que a Rússia teria interferido nas eleições americanas, Lavrov alegou que elas são uma invenção. "Em relação às discussões e ao ruído envolvendo nossas relações e a esta invenção, segundo a qual nós estamos a cargo da política interna (dos EUA), evidentemente observamos este contexto absolutamente anormal sobre o qual nossas relações se desenvolvem", disse ele em uma coletiva de imprensa.

Trump qualificou como "muito boa" a reunião com o chefe da diplomacia russa. O encontro no Salão Oval foi o primeiro do americano com um funcionário de alto escalão russo, num momento em que as relações entre os dois países estão complexas.

Antes de ir à Casa Branca, Lavrov foi recebido no Departamento de Estado pelo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, para tratar de vários assuntos, entre eles os conflitos na Ucrânia e na Síria. / AFP

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