Trump quer mudar a tradição do 4 de julho e discursar

Todos os anos pessoas se reúnem no National Mall, em Washington, para assistir aos fogos de artifício, mas presidente não faz discursos

AFP, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2019 | 05h00

WASHINGTON - Depois de abandonar a ideia de uma grande parada militar em Washington, o presidente Donald Trump anunciou neste domingo, 24, que, no Dia da Independência, em 4 de julho, celebrará "um dos maiores" eventos da história da capital americana.

"RESERVE ESSA DATA", escreveu o presidente no Twitter, contando que o evento será chamado de "Uma homenagem aos Estados Unidos" e será realizado no extremo oeste do National Mall. "Grande queima de fogos, entretenimento e um discurso de seu presidente favorito, eu!", escreveu.

Todos os anos, dezenas de milhares de pessoas se reúnem nos enormes jardins do National Mall, no centro de Washington, com cobertores e piqueniques para assistir aos fogos de artifício. Mas normalmente o presidente não faz um discurso.

Depois de testemunhar a parada militar do Dia da Bastilha em Paris em 2017 com o presidente francês Emmanuel Macron, Trump planejou um desfile igualmente impressionante para o Dia dos Veteranos em Washington, com tropas marchando, comboios de veículos blindados e o sobrevoo de aviões de combate.

Mas seus assessores militares o convenceram de desistir da ideia, depois de saber que um evento desse tipo poderia custar US$ 92 milhões para os contribuintes.

Ao desistir de seu plano em agosto do ano passado, Trump escreveu no Twitter: "Talvez façamos algo no próximo ano em D.C. quando os custos caírem. Agora poderemos comprar mais jatos de combate!".

O evento do Dia da Independência será no Lincoln Memorial, construído em homenagem ao 16º presidente dos Estados Unidos. O monumento, com seus grandes degraus com vista para um longo lago retangular, é frequentemente palco de discursos ou concertos.

Foi ali onde aconteceu um dos maiores eventos da história da capital americana, o célebre discurso "Eu tenho um sonho" proferido por Martin Luther King Jr. em 28 de agosto de 1963 diante de cerca de 250 mil pessoas. /AFP

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