AP Photo/John Minchillo
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Trump quer proibir posse e porte de armas de fogo para indivíduos suspeitos de terrorismo

Em sua conta no Twitter, o empresário disse que vai se reunir com a Associação Nacional de Rifles para ‘discutir sobre a proibição de aquisição de armas por parte de pessoas que estejam em listas de suspeitos’ de ligação com terror

O Estado de S. Paulo

16 Junho 2016 | 08h46

WASHINGTON - O provável candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais dos EUA, o magnata Donald Trump, afirmou na quarta-feira que é favorável à proibição da posse e do porte de armas de fogo, um direito consagrado na Segunda Emenda à Constituição americana, para pessoas suspeitas de terrorismo.

"Vou me reunir com a Associação Nacional de Rifles (NRA, sigla em inglês), que me apoia, para discutir sobre a proibição de aquisição de armas por parte de pessoas que estejam em listas de suspeitos de terrorismo e para as que não tenham permissão para entrar ou sair dos EUA", escreveu o magnata em sua conta no Twitter.

Após o massacre do fim de semana - quando um simpatizante do Estado Islâmico (EI) matou 49 pessoas e feriu 53 em uma casa noturna de Orlando, na Flórida, frequentada pelo público LGBT -, o debate sobre o controle do comércio de armas de fogo foi reaberto nos EUA, com os democratas e o presidente Barack Obama pressionando os republicanos para que o Congresso tome medidas.

O diretor-executivo do Instituto para a Ação Legislativa da NRA, Chris W. Cox, disse em um comunicado que os líderes da associação adorariam se reunir com Trump, e que seu posicionamento "não mudou nesta questão".

"A NRA acredita que os terroristas não deveriam ter permissão para comprar ou possuir armas de fogo. Qualquer um na lista de suspeitos de terrorismo que tentar comprar uma arma deve ser investigado a fundo pelo FBI, e a venda deve ser adiada enquanto durar a investigação", apontou Cox.

No debate sobre as restrições ao comércio de armas de fogo, Trump sempre se posicionou como um defensor da Segunda Emenda à Constituição dos EUA, que garante o direito de manter e portar armas. /EFE

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