Washington Post / Jabin Botsford
Washington Post / Jabin Botsford

Trump quer ‘renegociar’ acordo com Irã para corrigir ‘defeitos’, diz secretário de Estado americano

Rex Tillerson afirmou à emissora Fox News que se EUA forem ficar no pacto, ‘devem ser efetuadas mudanças’

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 11h06

NOVA YORK, EUA - O presidente dos EUA, Donald Trump, quer "renegociar" o acordo nuclear com o Irã para corrigir seus "defeitos", afirmou na terça-feira 19 o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, horas depois de o líder ter qualificado o pacto como "vergonha" para seu país.

"O presidente realmente quer refazer esse acordo, disse que quer renegociá-lo, e acredito que necessitamos do apoio dos nossos aliados, os nossos aliados europeus e outros, para argumentar também perante o Irã que este pacto tem de ser revisado", disse Tillerson em uma entrevista à emissora Fox News. "Se vamos ficar no acordo do Irã, devem ser efetuadas mudanças", acrescentou.

Trump criticou o pacto nuclear desde a campanha eleitoral, e deve tomar logo uma decisão sobre a participação americana, assim que examinar uma revisão que encomendou sobre o acordo e, segundo o jornal The Washington Post, deve estar concluída antes em outubro.

Na entrevista, Tillerson argumentou que o pacto alcançado "não é suficientemente robusto, não retarda o suficiente seu programa (nuclear) e é difícil supervisionar" o cumprimento do acordo por parte do Irã.

"Mas o mais importante é que o acordo tem um final, de forma que quase podemos começar a contagem regressiva de quanto falta para voltarem a ter capacidade de obter armas nucleares", destacou Tillerson.

O chefe da diplomacia americana se referia aos prazos entre 10 e 25 anos determinados no acordo nuclear, após os quais serão eliminadas algumas das restrições impostas sobre o Irã em troca da suspensão de sanções internacionais.

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O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pediu durante seu discurso na Assembleia-Geral da ONU a eliminação desses prazos, e elogiou Trump pelo seu ceticismo perante o acordo multilateral, assinado também por França, Reino Unido, Alemanha, Rússia e China.

Durante a entrevista, concedida em Nova York, onde se encontra para participar nas reuniões paralelas à Assembleia Geral da ONU, Tillerson elogiou também o discurso de Trump perante o órgão, e em particular sua dura mensagem à Coreia do Norte, Irã e Venezuela. / EFE

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