ATTILA KISBENEDEK / AFP
ATTILA KISBENEDEK / AFP

Trump receberá o líder húngaro Viktor Orbán em 13 de maio

Casa Branca informou que presidente americano e primeiro-ministro do país europeu discutirão como aprofundar a cooperação em temas como 'comércio, energia e segurança cibernética'; Hungria é um dos países que Jair Bolsonaro deve visitar nesse ano

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 11h05
Atualizado 07 de maio de 2019 | 11h51

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, na Casa Branca em 13 de maio como parte das celebrações do 20º aniversário da entrada do país europeu na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), anunciou o governo americano.

"Reconhecendo os prolongados laços entre Estados Unidos e Hungria, o presidente e o primeiro-ministro conversarão sobre como aprofundar a cooperação em um leque de temas, incluindo comércio, energia e segurança cibernética", afirmou a presidência americana. 

"Como aliados da Otan, (Trump e Orbán) explorarão oportunidades para encarar as muitas responsabilidades de segurança nacional dos países e celebrarão o 20º aniversário da entrada da Hungria na Otan", completou o governo americano.

O conservador Orbán foi o primeiro político europeu a respaldar Trump em sua disputa pela Casa Branca nas eleições de 2016 e elogiou as ideias duras do republicano em temas como imigração e a luta contra o terrorismo.

Especificamente, Orbán elogiou Trump desde o início do seu mandato por ter dito em seu discurso de posse que todos os países têm o direito de defender os seus próprios interesses em primeiro lugar, algo que respalda suas próprias políticas.

Em sua primeira fala como presidente dos EUA, em janeiro de 2017, Trump afirmou que buscaria "amizade com todas as nações do mundo", mas com a ideia de que "é um direito de todas as nações colocar seus interesses em primeiro lugar ".

"Recebemos a permissão do maior poder do mundo para colocar nossos interesses em primeiro lugar", disse Orbán pouco depois da fala de Trump em uma conferência em Budapeste.

O conservador político húngaro também foi favorável a um novo acordo econômico com os EUA, devido ao fracasso do acordo comercial negociado com a União Europeia (UE). Orbán considera que a UE deveria estar aberta a um cenário multipolar e também buscar acordos com a China ou a Rússia.

Interesse brasileiro

Na segunda-feira o porta-voz da Presidência brasileira, general Otávio Rêgo Barros, confirmou a intenção do presidente Jair Bolsonaro de visitar países europeus como Itália, Polônia e Hungria, governados pela direita. 

Mas a data da provável excursão presidencial ainda depende de acertos entre os Ministérios das Relações Exteriores dos países. “A questão de fechar a agenda depende dos acordos da chancelaria. Está no foco essa viagem a esses países provavelmente no segundo semestre”, disse o porta-voz.

Nesta terça, o chanceler Ernesto Araújo, inicia um tour por Itália, Hungria e Polônia, países com os quais buscará ampliar os negócios, principalmente na área de defesa. Ele já havia visitado a Polônia no início do ano. / EFE e AFP, COM FELIPE FRAZÃO

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