Trump reduz vantagem de Hillary e ameaça tornar-se presidente dos EUA

Pré-candidata democrata ainda é favorita, mas tem apenas 3 pontos porcentuais sobre o bilionário; o que mais assusta é que o pré-candidato republicano, cujos rivais Ted Cruz e Kasich desistiram, ganhou 11 pontos porcentuais desde março

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2016 | 14h58

WASHINGTON - A democrata Hillary Clinton parte como favorita em uma eventual disputa contra o republicano Donald Trump nas eleições à presidência dos Estados Unidos, mas sua vantagem está diminuindo e cresce a dúvida de que o polêmico empresário pode chegar à Casa Branca.

Enquanto boa parte do país ainda tenta acreditar que Trump se tornou o virtual indicado do Partido Republicano à eleição de novembro, as pesquisas indicam uma redução da vantagem de Hillary contra ele e apontam que a ex-secretária de Estado está longe da vitória arrasadora prevista por muitos analistas inicialmente. 

A ex-primeira-dama só supera o magnata nova-iorquino por 3,1 pontos porcentuais, de acordo com a média de pesquisas elaborada pelo site Real Clear Politics. Em duas pesquisas divulgadas ao longo da semana, Hillary vence Trump por 6 pontos porcentuais na realizada pela emissora CBS com The New York Times. Por outro lado, o empresário supera a adversária democrata por 3 pontos no levantamento da Fox News.

Outra pesquisa divulgada neste domingo, 22, elaborada em parceria pela emissora ABC News e por The Washington Post, coloca os dois rivais tecnicamente empatados. Considerados apenas os eleitores registrados consultados, Trump venceria Hillary por 46% a 44%, mas a vantagem está dentro da margem de erro de 3,5 pontos porcentuais. Mas o que mais impressiona é que o pré-candidato republicano ganhou 11 pontos porcentuais desde março, quando foi publicada a última pesquisa ABC News/The Washington Post.

O empresário vem reduzindo a vantagem da democrata desde 4 de maio, quando se tornou o virtual candidato republicano após as desistências de seus adversários Ted Cruz, senador pelo Texas, e John Kasich, governador de Ohio, após a vitória de Trump em Indiana.

“Trump já não tem oponentes nas primárias, enquanto Hillary sim. Ela pode ter um crescimento nas pesquisas quando (Bernie) Sanders abandonar (sua candidatura)”, explicou à agência EFE a analista do Centro para a Política da Universidade da Virgínia, Kyle Kondik.

“Se Sanders se negar a apoiá-la ou se houver algum tipo de divisão da ala esquerdista do partido, isso poderia ajudar Trump”, disse a especialista sobre a disputa entre os democratas.

Ciente da importância de se concentrar em Trump o mais rápido possível, Hillary pressiona para que Sanders deixe a corrida, mas o senador por Vermont mantém o discurso de que disputará as primárias até a convenção do partido em julho.

A esperança de Hillary é que, uma vez indicada, todos os democratas se unam em torno dela para evitar que o empresário, considerado imprevisível, de retórica xenófoba, ultranacionalista e sexista chegue à Casa Branca.

A possibilidade de Trump presidir o país assusta 47% dos americanos, segundo pesquisa da NBC News. Apesar das previsões, ainda faltam seis meses para as eleições, período no qual fatores sociais e econômicos podem sacudir um cenário já muito difícil de prever. “Trump pode vencer sob circunstâncias como enfraquecimento da economia, um grande ataque terrorista nos EUA ou um surto grave do vírus zika no país”, disse o vice-presidente da Brookings Institution, Darrell West. /EFE

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