AFP PHOTO / Brendan Smialowski
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Trump diz que construirá muro na fronteira porque México é um dos países com mais crimes no mundo

Em sua conta no Twitter, o republicano também perguntou a seus seguidores se deve continuar negociando com mexicanos e canadenses o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta)

O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2017 | 13h36
Atualizado 27 Agosto 2017 | 16h10

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo, 27, que o país precisa erguer um muro na fronteira com o México porque este é o país com mais crimes no mundo.

"Com o México sendo uma das nações com mais crimes do mundo, devemos ter o muro. O México pagará por ele mediante reembolso/outros", escreveu o republicano em sua conta no Twitter.

Trump vive uma verdadeira batalha para conseguir que o Congresso aprove recursos para a construção da barreira, uma tarefa nada fácil em razão da oposição dos democratas e de alguns congressistas republicanos que representam Estados da fronteira.

O presidente ameaçou provocar uma paralisação parcial do governo se o Congresso não autorizar recursos para construir um muro com o México. Neste domingo, Trump voltou a afirmar que o país pagará posteriormente pela conta, sem dar mais detalhes.

Além disso, o líder americano perguntou aos 36,8 milhões de seguidores no Twitter se deve continuar negociando com México e Canadá o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). "Estamos no Nafta (o pior acordo comercial já realizado) com México e Canadá. Sendo ambos muito difíceis, deveríamos encerrá-lo?", questionou Trump na rede social.

No início da semana, durante um discurso em Phoenix, no Arizona, o presidente disse que "provavelmente" sairá do grupo por considerar que tem poucas condições de chegar a um novo acordo com Canadá e México, país que, segundo Trump, prejudicou excessivamente a indústria americana. Para o governo mexicano, as declarações de Trump são uma simples estratégia de negociação.

As renegociações do Nafta começaram no dia 16 de agosto, com encontros que duraram quatro dias. Os EUA afirmaram que o pacto prejudicou muito os americanos e afirmou que não é suficiente ele ser apenas "retocado". / EFE

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