Leah Millis/Reuters
Leah Millis/Reuters

Trump retoma entrevistas, recomenda uso de máscaras e diz que epidemia 'vai piorar' nos EUA

Assim como fez na segunda-feira, presidente recomendou que americanos usem máscaras 'gostando ou não'; membros-chave da equipe que lida com a crise na Casa Branca não estavam presentes

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2020 | 19h50

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, advertiu nesta terça-feira, 21, que a epidemia do novo coronavírus "vai piorar" antes de melhorar, ao retomar as entrevistas coletivas diárias sobre a covid-19 na Casa Branca, suspensas desde meados de abril.

"Provavelmente e infelizmente vai piorar antes que haja uma melhora", disse Trump, antes de fazer um apelo aos americanos para que usem máscaras quando não for possível manter o distanciamento social. 

"Usem uma máscara", pediu o presidente. "Vocês podem gostar ou não, mas elas têm um impacto." 

Trump esclareceu não ter qualquer problema com o uso da máscara, embora nos últimos meses tenha evitado ser visto usando a proteção. O presidente usou a máscara pela primeira vez em um evento público em 11 de julho. Na segunda-feira, Trump fez uma postagem no Twitter dizendo que usar máscara é "patriótico".

Os Estados Unidos, país mais atingido pelo coronavírus em números absolutos, com mais de 141 mil mortes, sofre com um aumento das contaminações em Estados do sul e do oeste.

"Como vocês sabem, temos visto nas últimas semanas um aumento preocupante de casos em alguns lugares do nosso sul", lamentou Trump.

Trump também voltou a mostrar entusiasmo com potenciais vacinas contra a covid-19. "Vacinas estarão prontas bem antes do que muitos imaginaram", declarou. Nos últimos dias, resultados promissores em testes realizados pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, assim como nos experimentos da Pfizer com a BionTech, geraram otimismo no mercado financeiro.

Diante dos repórteres, Trump defendeu sua conduta da crise, que tem sido amplamente criticada por sua tendência a minimizar a gravidade da pandemia. Nem o vice-presidente, Mike Pence, ou os médicos Deborah Birx ou Anthony S. Fauci, membros-chave de sua força-tarefa de coronavírus na Casa Branca, estavam presentes na coletiva. 

Em entrevista à CNN, mais cedo, Fauci afirmou não ter sido convidado. Ele é o diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA e, em diversas ocasiões, discordou de Trump sobre a reabertura da economia e os riscos do coronavírus. "Me considero mais realista do que alarmista", declarou o infectologista à CNN. /AFP e NYT 

 

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