Drew Angerer/Getty Images/AFP
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Após ataques do Irã, Trump reúne cúpula do governo na Casa Branca

Presidente dos EUA se encontrou com vice-presidente Mike Pence, e o secretário de Estado, Mike Pompeo, e decidiu, por ora, não fazer pronunciamento

Beatriz Bulla, correspondente, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 22h37
Atualizado 07 de janeiro de 2020 | 22h57

WASHINGTON – A cúpula de assessores mais próximos ao presidente Donald Trump, que inclui o vice-presidente Mike Pence, e o secretário de Estado, Mike Pompeo, se reuniu na Casa Branca nesta noite, pouco mais de uma hora depois da confirmação de que ao menos 12 mísseis atingiram bases militares no Iraque. A ação no Iraque é vista como a primeira retaliação do governo iraniano ao ataque que matou o general Qassum Suleimani.

Trump foi informado sobre a situação e a Casa Branca cogitou que o presidente dos EUA fizesse um pronunciamento ainda nesta noite, o que não deve acontecer. Além de Pence e Pompeo, Trump contou também com os informes do secretário de Defesa, Mark Esper.

O clima em Washington virou desde a confirmação dos ataques. No início da tarde, o governo americano parecia mais preocupado em contornar a pressão interna para que apresentasse evidências de que Soleimani representava uma ameaça de ataque iminente, justificativa usada para ordenar o ataque que matou o general iraniano. Horas depois de Trump e Pompeo terem reforçado, em pronunciamentos públicos, que veem a ação que matou o militar iraniano como uma estratégia correta, os 12 mísseis atingiram bases militares americana no Iraque. 

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Os EUA também enviaram durante a manhã e tarde alguns para diminuir a tensão. Apesar do enaltecimento ao ataque que matou Suleimani, o governo americano voltou atrás na possibilidade assumida por Trump de atacar áreas de patrimônio cultural iraniano e Esper afirmou que os EUA não buscavam iniciar uma guerra com o Irã. 

Um eventual  pronunciamento de Trump é visto como um primeiro sinal de qual linha o governo americano planeja adotar depois dos mísseis. “Está claro agora que esses mísseis foram lançados do Irã e tinham como alvo ao menos duas bases militares iraquianas que abrigam soldados dos EUA e aliados em Al-Assad e Irbil”, informou o assistente do secretário de Defesa Jonathan Hoffman, em comunicado. Ainda não há informações do Pentágono sobre os danos causados pelos ataques.

À rede de TV CNN, autoridades iraquianas afirmaram que há iraquianos mortos no base de Al-Assad, mas não há detalhamento sobre número de pessoas atingidas ou feridas.

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