AP Photo/Gerald Herbert
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Trump revela alguns nomes para uma eventual equipe de política externa

O pré-candidato informou ao jornal The Washington post lista parcial de conselheiros após dizer, na semana passada, que quando precisar, consultará a 'si mesmo' para esses temas; Japão preocupado com retórica

O Estado de S. Paulo

21 de março de 2016 | 14h52

WASHINGTON - O pré-candidato republicano Donald Trump revelou nesta segunda-feira, 21, uma lista parcial de conselheiros para política externa em uma entrevista ao jornal The Washington Post, após dizer, na semana passada, que quando precisar, consultará a "si mesmo" para esses temas. 

O time de conselheiros, chefiado pelo senador Jeff Sessions, inclue especialistas em terrorismo como Walid Phares, o executivo da indústria energética Carter Pagen, o advogado internacional da área de energia George Papadopoulos, o ex-inspetor-geral do governo Joe Schmitz, e o ex-tenente do Exército Keith Kellogg. Ele informou os nomes em uma conversa com o corpo editorial do Post

JAPÃO - Um país especificamente dá sinais de preocupação pela forma como o pré-candidato lida com o tema: o Japão. A nação asiática foi tratada como "aproveitadora" em questões de segurança e está fazendo Tóqui temer por danos na aliança com os EUA. O contexto pode incentivar a linha-dua do país determinada a fortalecer o poderio militar japonês em vista de uma China cada vez mais intimidante. 

Há décadas a aliança EUA-Japão é o ponto central da política de segurança do Tóquio, mas nos últimos anos as dúvidas a respeito da disposição e da capacidade de Washington de continuar a defender seu principal parceiro asiático têm aumentado.

Os comentários do republicano favorito nas pesquisas de opinião não ajudaram a diminuir em nada tais receios. "Se alguém atacar o Japão, temos de ir e começar a 3ª Guerra imediatamente, certo? Se formos atacados, o Japão não tem que nos ajudar", disse Trump em discurso de campanha no fim do ano passado. "Isso não parece muito justo".

Trump também acusou os japoneses de roubarem empregos e criticou a Parceria Transpacífica, pacto comercial de 12 países liderado pelos EUA que Tóquio vê como vital por razões tanto estratégicas quanto econômicas.

"Se você ouvir os comentários dele (sobre segurança), os EUA se tornariam isolados, então acho que há uma grande ansiedade entre os países aliados", afirmou Itsunori Onodera, que serviu como ministro da Defesa do primeiro-ministro Shinzo Abe, à agência Reuters.

No ano passado, Abe empregou um capital político considerável para aprovar uma legislação polêmica que permite aos militares do Japão defender nações aliadas sob ataque, uma grande revisão da Constituição pacifista do país oriental.

"É da incumbência do Japão se proteger, e sua defesa é necessária para que a aliança seja mantida com a melhor postura possível", disse uma fonte próxima de Abe.  / REUTERS 

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