Damon Winter| The New York Times
Damon Winter| The New York Times

Trump sai na frente em Indiana, diz pesquisa

Segundo levantamento NBC News/Wall Street Journal, magnata está 15 pontos porcentuais na frente do senador Ted Cruz

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S. Paulo

02 Maio 2016 | 05h00

WASHINGTON - Donald Trump chega às primárias de Indiana amanhã em vantagem na disputa com seu principal adversário, Ted Cruz. Pesquisa divulgada ontem deu ao bilionário de Nova York 49% das intenções de voto, 15 pontos porcentuais à frente do senador texano. Se Trump vencer o Estado, será praticamente impossível para o establishment republicano impedir que ele seja o candidato do partido nas eleições presidenciais.

O levantamento realizado por NBC News/Wall Street Journal também revelou os limites da aliança fechada por Cruz com o governador de Ohio, John Kasich, para tentar impedir a vitória de Trump. Kasich abandonou sua campanha em Indiana, em uma estratégia para consolidar o voto anti-Trump em torno de Cruz. Mas 63% dos entrevistados disseram que o pacto não influenciará o seu voto.

“Indiana é tão importante que nós temos que ganhar”, disse Trump ontem durante comício a cerca de 1,5 mil pessoas. “Se ganharmos em Indiana, acabou”. O bilionário precisa conquistar 1.237 delegados para evitar uma disputa na convenção republicana, marcada para julho. 

O número representa 50% mais um dos 2.472 delegados que votam. Se chegar a esse patamar, Trump terá a nomeação garantida no primeiro turno de votação da convenção, quando os representantes devem votar de acordo com o resultado das urnas em seus Estados. No universo de 2.472 delegados, há 109 que podem votar como quiserem, em razão das regras adotadas em seus Estados.

De acordo com a CNN, Trump já conquistou 1.002 dos 1.237 representantes necessários para garantir a indicação. Cruz aparece em segundo lugar com 572, enquanto Kasich tem 157. Indiana tem 57 delegados, número insuficiente para dar a Trump o número mágico de 1.237. Além disso, o Estado tem uma das poucas prévias remanescentes em que Cruz teria chance de vencer.

O maior colégio eleitoral em que ainda haverá disputa é a Califórnia, o mais populoso Estado dos EUA, no qual estarão em disputa 172 delegados republicanos. A média das pesquisas recentes calculada pelo site RealClearPolitics dá a Trump 48% das intenções de voto, 18 pontos porcentuais à frente de Cruz.

 

Entre os democratas, o senador Bernie Sanders insistiu ontem que ainda tem possibilidade de obter a nomeação do partido, apesar da ampla vantagem de Hillary Clinton. A legenda tem regras distintas das dos republicanos e os chamados “superdelegados” têm um papel fundamental na definição do candidato à presidência. 

Esse grupo de 719 pessoas é formado por dirigentes do Partido Democrata, deputados, senadores e governadores. Diferente dos delegados escolhidos nas prévias, eles podem votar como quiserem na convenção da legenda e a maioria esmagadora declarou apoio a Hillary. 

A ex-secretária de Estado lidera a disputa com 2.176 delegados - 1.666 definidos nas prévias e 510 superdelegados. Sanders tem 1.359 e 41, respectivamente, totalizando 1.400. São necessários 2.383 delegados para garantir a nomeação na convenção de julho.

Ontem, Sanders defendeu que os superdelegados façam sua escolha de acordo com o resultado das primárias em seus Estados. Entre exemplos da disparidade entre o voto popular e o dos dirigentes do partido, o senador por Vermont mencionou Minnesota, onde foi escolhido por 61% dos democratas que votaram nas prévias. Apesar disso, 11 dos 14 superdelegados do Estado declararam apoio a Hillary.

A pesquisa NBC News/Wall Street Journal coloca a ex-secretária de Estado na liderança da disputa pelos delegados de Indiana, mas com uma margem estreita: 50% a 46%, diferença que está dentro da margem de erro.

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