Lisa Ross
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Trump sanciona lei que determina sanções a chineses por tratamento a uigures

Lei pretende enviar à China uma forte mensagem sobre direitos humanos, determinando sanções contra os responsáveis pela opressão de membros da minoria muçulmana chinesa

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2020 | 21h53

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta quarta-feira, 17, a lei que designa sanções contra responsáveis pela repressão aos muçulmanos uigures na província chinesa de Xinjiang, informou a Casa Branca em comunicado.

"Essa lei tem como alvos os autores de violações e abusos dos direitos humanos, como o recurso sistemático a campos de doutrinação, trabalho forçado e vigilância intrusiva para erradicar a identidade étnica e crenças religiosas de uigures e outras minorias na China", declarou Trump em um comunicado. 

O projeto de lei, aprovado no Congresso dos EUA quase por unanimidade, pretende enviar à China uma forte mensagem sobre direitos humanos, determinando sanções contra os responsáveis pela opressão de membros da minoria muçulmana chinesa.

Em dezembro, durante uma primeira votação dessa lei, Pequim prometeu que, caso ela fosse aprovada, haveria uma retaliação a Washington.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 1 milhão de muçulmanos foram detidos em campos em Xinjiang.

Trump não realizou uma cerimônia para destacar a medida, que foi divulgada no momento em que jornais dos EUA publicaram trechos de um novo livro de seu ex-assessor de segurança nacional John Bolton.

Entre outras alegações no livro, Bolton disse que Trump procurou ajuda do presidente chinês, Xi Jinping, para obter a reeleição durante uma reunião a portas fechadas em 2019, e que Trump afirmou que Xi deveria prosseguir com a construção dos campos em Xinjiang. / REUTERS e AFP

 

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