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Trump será defendido por promotores que investigaram Bill Clinton

Um deles ficou em evidência em 1998, quando ele acrescentou uma investigação para determinar se Clinton havia mentido ou obstruído a justiça para esconder seu relacionamento com Monica Lewinsky

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 19h57

WASHINGTON -Os advogados Kenneth Starr e Robert Ray, dois promotores especiais que investigaram por anos o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, farão parte da defesa do presidente Donald Trump em seu processo de impeachment no Senado, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira, 17, por vários meios de comunicação americanos.

Starr investigou Clinton por mais de quatro anos desde 1994 e acabou levantando a questão que provocou um julgamento político contra ele - sua tentativa de esconder seu relacionamento com Monica LewinskyRay, por sua vez, assumiu o cargo em 1999 para continuar as investigações sobre o democrata.

Ambos se juntarão a uma equipe de defesa liderada pelo advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, e um dos advogados pessoais de Trump, Jay Sekulow.

Esses dois últimos serão os principais de Trump e, de acordo com a emissora CNN, também terão a ajuda de outra advogada pessoal da presidente, Jane Raskin, e da ex-procuradora-geral da Flórida Pam Bondi, que desde o fim do ano passado tem sido o rosto da operação de mídia da Casa Branca contra o julgamento político do mandatário.

A equipe jurídica de Trump terá a colaboração de Alan Dershowitz, professor aposentado de Direito Constitucional da Universidade de Harvard, que confirmou em sua conta oficial no Twitter que intervirá na fase de "argumentos orais" do processo de impeachment.

No entanto, Dershowitz tem defendido Trump durante toda a sua presidência em entrevistas para emissoras de TVs conservadoras.

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Starr e Ray também devem intervir ativamente no julgamento político no Senado. O primeiro deles começou em 1994 uma investigação sobre a participação dos Clintons em um negócio falido, a empresa imobiliária Whitewater, no Arkansas, na década de 80.

O negócio, que ocorreu enquanto Clinton era governador desse Estado, estava ligado à falência do Madison Savings and Loan Fund, um banco de Little Rock, capital do Arkansas, administrado pelos sócios de Clinton em Whitewater.

Mais tarde, Starr estendeu sua investigação em todos os tipos de áreas, como o suicídio do vice-consultor jurídico da Casa Branca Vincent Foster; a demissão de funcionários que trabalham no escritório de viagens da sede presidencial e a entrega de alguns arquivos do FBI à Casa Branca.

Mas Starr ficou em evidência em 1998, quando ele acrescentou uma investigação para determinar se Clinton havia mentido ou obstruído a justiça para esconder seu relacionamento com Lewinsky, uma questão que motivou um julgamento político, mas terminou com a absolvição do presidente no Senado.

Em 1999, Ray assumiu o lugar de Starr para prosseguir com o caso Whitewater, mas finalmente anunciou em 2002 que não havia encontrado provas de que Bill e Hillary Clinton haviam cometido irregularidades em relação a esse escândalo imobiliário. / EFE

 

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