Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Após discurso áspero no Arizona, Trump pede unidade em Nevada

Sua fala na noite de terça-feira despertou críticas entre republicanos e retomou a controvérsia sobre sua resposta aos protestos de supremacistas brancos em Charlottesville

O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2017 | 15h35
Atualizado 23 Agosto 2017 | 19h43

RENO, EUA - Horas após um discurso áspero, ao estilo de uma campanha eleitoral, no qual atacou a imprensa e os rivais políticos no Arizona, o presidente americano, Donald Trump, pediu unidade nesta quarta-feira, 23, em Nevada.

Sua fala na noite de terça-feira despertou críticas entre republicanos e retomou a controvérsia sobre sua resposta aos protestos de supremacistas brancos em Charlottesville este mês. Antes do comício de terça-feira, no Arizona, a polícia usou spray de pimenta para dispersar uma multidão depois que manifestantes atiraram pedras e garrafas do lado de fora do centro de convenções.

“Eles dizem que sou racista, mas é a mídia desonesta que serve de plataforma para os grupos supremacistas”, disse. Ele também atacou os senadores republicanos John McCain e Jeff Flake, ambos do Arizona, sem citar nomes. McCain foi responsável pelo voto que derrotou Trump no Senado e manteve o Obamacare intacto. Flake é acusado pelo presidente de ser “fraco” na questão de fronteiras. 

Em uma convenção nacional da Legião Americana, hoje, Trump usou termos mais amenos. “Está na hora de curar as feridas que têm nos dividido, e procurar uma nova unidade com base nos valores comuns que nos unem”, disse, diante de 5 mil membros do maior grupo de veteranos militares americanos. 

O discurso foi feito em um momento em que ele enfrenta uma pressão contínua para remediar as divisões expostas durante os violentos protestos em Charlottesville, Virgínia, que tinham entre seus organizadores a Ku Klux Klan e neonazistas. Seus comentários de hoje demonstraram uma mudança de posição com relação ao discurso na noite anterior em Phoenix.

Nele, o presidente criticou a cobertura da “mídia desonesta” sobre suas respostas relacionadas a Charlottesville. Inicialmente, Trump culpou “ambos os lados” pelo conflito. 

No mesmo discurso, numa tentativa clara de agradar seus eleitores supremacistas, Trump elevou o tom para pressionar o Congresso sobre a construção de um muro na fronteira com o México. A promessa de campanha tem sido cobrada por esse grupo. 

Trump ameaçou “fechar” ou deixar ocorrer o “shutdown” do governo para assegurar que o Congresso destine parte do orçamento ao projeto. O Congresso terá cerca de 12 dias após voltar do recesso de verão, no dia 5, para aprovar o orçamento e evitar o “shutdown”. O Congresso tem rejeitado aprovar bilhões de dólares para esse controvertido projeto, que Trump prometeu que faria os mexicanos pagarem. / W. POST e REUTERS 

 

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