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Anna Moneymaker/The New York Times
Anna Moneymaker/The New York Times

Trump sugere prisão de congressista que lidera investigação do impeachment

Presidente americano diz que Adam Schiff, presidente da Comissão Inteligência da Câmara, deveria ser detido por traição após o democrata parodiar seu telefonema para o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2019 | 11h55

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou nesta segunda-feira, 30, o congressista democrata que lidera a investigação do processo de impeachment contra ele, sugerindo a detenção do político por traição.

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Adam Schiff, presidente da Comissão Inteligência da Câmara dos Deputados, abriu na semana passada uma sessão legislativa imitando Trump e falando como um líder mafioso que pressionava o presidente ucraniano a investigar Joe Biden, pré-candidato democrata à presidência.

A imitação pretendia dramatizar a afirmação feita por Schiff sobre a conversa telefônica de 25 de julho entre Trump e Volodmir Zelenski, que segundo o democrata constituiu um ato de estilo mafioso por parte do presidente americano - a iniciativa de Shiff, no entanto, foi amplamente criticada pela imprensa conservadora.

Trump denunciou a declaração de Schiff como uma "afirmação falsa e terrível". "Fingiu que era algo meu, que era a parte mais importante da minha ligação ao presidente ucraniano e leu em voz alta para o Congresso e o povo americano", reclamou no Twitter. "Não tinha nenhuma relação com o que eu disse na ligação. Prisão por traição?", completou.

É provável que a declaração aumente as críticas à maneira como Trump está lidando com o escândalo que atinge sua presidência, derivado da conversa com Zelenski na qual ele pediu que Kiev investigasse seu rival democrata Joe Biden e seu filho, Hunter.

O telefonema foi incluído na denúncia de um delator do setor de inteligência dos EUA que despertou a suspeita de que o presidente procurou condicionar uma ajuda à Ucrânia a um favor político.

O presidente americano, do Partido Republicano, vem atacando cada vez mais seus oponentes políticos desde que democratas da Câmara anunciaram na semana passada que iniciariam um inquérito de impeachment.

Ele comparou o delator e autoridades da Casa Branca que deram informações ao delator a espiões e insinuou que cometeram traição.

O inspetor-geral de Inteligência Nacional considerou a queixa do delator crível e urgente, e a principal autoridade de inteligência dos EUA disse que o delator agiu de boa fé. / AFP e REUTERS

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