Jonathan Drake/Reuters
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Trump usa 20º ano dos ataques de 11 de setembro para criticar Biden por saída do Afeganistão

Ex-presidente não esteve presente em cerimônias de homenagens a vítimas dos atentados, mas foi até a sede da polícia de Nova York

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2021 | 15h27

NOVA YORK - O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump aproveitou o 20.º aniversário dos ataques de 11 de setembro  para criticar a "administração inepta" de Joe Biden por sua "incompetência" em se retirar do Afeganistão.

"Este é um dia muito triste", disse o ex-presidente, acrescentando que o 11 de setembro "representa uma grande dor para o (seu) país". "É também um momento triste pela forma como a nossa guerra contra aqueles que causaram tantos danos ao nosso país terminou na semana passada", continuou.

Trump se referiu ao fim da guerra no Afeganistão, lançada após os ataques da Al-Qaeda ao World Trade Center, em  Nova York, e ao Pentágono em Washington DC em 2001.

A Al-Qaeda se refugiou no Afeganistão, controlado pelos taleban, e a invasão americana derrubou o regime islâmico na tentativa de encontrar os líderes do grupo.

Mas os taleban logo lançaram uma insurgência e, após duas décadas de combates em que civis afegãos pagaram um alto preço, voltaram ao poder no mês passado, quando os Estados Unidos retiraram todas as suas tropas. "O líder do nosso país pareceu um idiota e isso nunca pode ser permitido", acrescentou.

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Ele culpou o "mau planejamento, fraqueza incrível e líderes que realmente não entendiam o que estava acontecendo".

Trump também lamentou a morte de 13 soldados americanos em uma explosão em Cabul no mês passado durante a operação de retirada no aeroporto da capital, e os bilhões de dólares em equipamentos militares dos EUA deixados para trás e recuperados pelo regime taleban"sem ser disparado um único tiro."

"Joe Biden e sua administração inepta se renderam derrotados", continuou Trump. "Vamos lutar para nos recuperar da vergonha que esta incompetência causou."

O ex-presidente não esteve presente nas cerimônias dos 20 anos dos ataques de 11 de setembro e se deslocou para o departamento de polícia de Nova York, onde fez seu discurso, rindo e elogiando os policiais. / AFP

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