Al Drago/The New York Times
Al Drago/The New York Times

Trump vende mansão na Flórida a russo por US$ 100 milhões, diz jornal

Presidente teria vendido casa perto de seu resort Mar-a-Lago por US$ 25 milhões a menos do que desejava

O Estado de S.Paulo

11 de março de 2017 | 05h00

MIAMI - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vendeu para um oligarca russo, por cerca de US$ 100 milhões, uma mansão litorânea que fica a cerca de 6,4 quilômetros ao norte de seu clube, Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

O jornal local My Palm Beach Post, que durante anos acompanhou o destino da mansão, afirmou nesta sexta-feira que conseguiu confirmar "o que todos em Palm Beach já sabiam: o presidente Trump vendeu a propriedade a um russo por US$ 100 milhões". No entanto, o jornal não revelou quando a transação teria sido concretizada.

O jornal usou como base para confirmação uma extensa entrevista sobre temas econômicos que Trump concedeu nesta sexta-feira à emissora CNBC.

"Acabo de vender uma casa em Palm Beach por aproximadamente US$ 100 milhões", disse o presidente aos apresentadores do programa Squawk Box, da CNBC.

A mansão tem 7.442 metros quadrados. Ela foi comprada por Trump por US$ 41,3 milhões em 2004, quando o ex-proprietário, o magnata da saúde Abe Gosman, foi à falência.

O republicano investiu depois US$ 25 milhões em reformas e tinha fixado em 2006 um preço de venda de US$ 125 milhões, mas decidiu reduzir o valor neste ano, segundo o My Palm Beach Post.

O jornal disse que se o contrato for levado adiante a venda será um recorde em Palm Beach. Até então, a transação imobiliária mais cara da região foi de US$ 81,5 milhões.

Um dos jornalistas da CNBC perguntou ao presidente se ele faria o russo colocar uma bandeira americana na frente da casa tão grande como a que Trump quis instalar na mansão de Mar-a-Lago, causando grande polêmica no pequeno povoado ao norte de Miami. Trump respondeu que sim e por baixo da bandeira americana poderia haver uma da Rússia, segundo o jornal.

Antes das eleições presidenciais de 2016, a CIA concluiu que a Rússia lançou ciberataques nos EUA com o objetivo de ajudar Trump a vencer a disputa. As relações de funcionários do governo e da campanha do republicano com os russos também estão sendo investigadas pelas agências de inteligência. / EFE

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