AP Photo/Evan Vucci
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Trump visita base militar e exalta ‘opções’ contra Kim

Após 15º teste de mísseis norte-coreano, presidente diz que EUA nunca serão intimidados; Rússia e França defendem negociação direta

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 21h04

WASHINGTON - Em visita à base aérea de Andrews, o presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 15, que há uma “ampla” quantidade de opções para enfrentar o regime da Coreia do Norte. Ele acusou Pyongyang de mostrar um “desprezo absoluto” por seus vizinhos após o novo lançamento de míssil que sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido e caiu no Pacífico.

Falando a soldados, Trump assegurou que seu governo defenderá o povo americano de qualquer ameaça. “Os EUA e nossos aliados nunca serão intimidados, defenderemos nosso povo e nossa civilização de todos que se atrevam a ameaçar nosso modo de viver e isso inclui o regime da Coreia do Norte”, disse.

Trump assegurou que, depois de visitar a base e presenciar a força do Exército americano, “está mais seguro do que nunca” de que as opções para enfrentar o regime “são eficazes e amplas”. 

Horas antes, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, afirmou que a opção militar continuava sobre a mesa, mas insistiu que não era a preferível. Segundo ele, os EUA estão se aproximando do limite do que as sanções e a diplomacia podem realizar sobre o programa de armas da Coreia do Norte. “Para aqueles que têm comentado sobre a falta de uma opção militar, há uma opção militar”, afirmou McMaster.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, disse que os contínuos testes de mísseis da Coreia do Norte ameaçam o mundo inteiro e enfatizou que os EUA estão trabalhando estreitamente com os aliados regionais Japão e Coreia do Sul sobre a questão.

“No leste da Ásia, um regime cada vez mais agressivo e isolado na Coreia do Norte ameaça democracias na Coreia do Sul, Japão e, mais importante, e mais recentemente, expandiu essas ameaças para os Estados Unidos, colocando o mundo inteiro em perigo”, disse Tillerson, em uma reunião da Comunidade de Democracias.

De acordo com a Casa Branca, Trump abordará na segunda-feira, em Nova York, a crise venezuelana em um almoço de trabalho com líderes latino-americanos. “O presidente também deixará claro a outros líderes, durante a Assembleia-Geral da ONU, que é necessário impor pressão sobre a Coreia do Norte, que, ignorando as advertências, lançou um novo míssil”, disse Sarah Huckabee, porta-voz da Casa Branca.

ONU. Em uma reunião de emergência, convocada a pedido de Coreia do Sul e Japão, o Conselho de Segurança da ONU condenou hoje “firmemente” o último disparo de míssil da Coreia do Norte e o qualificou de “altamente provocador”.

Os presidentes de Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, conversaram por telefone e pediram “negociações diretas” com Pyongyang para reduzir as tensões, informou o Kremlin. “Os dois chefes de Estado se mostraram unidos sobre o caráter inadmissível da continuidade da escalada na Península Coreana”, disse o governo russo.

“Putin e Macron estão de acordo sobre a necessidade de resolver essa situação extremamente complicada exclusivamente por meios políticos e diplomáticos, com a retomada de negociações diretas”, informou Moscou. 

Os líderes também “condenaram firmemente as ações provocadoras da Coreia do Norte, que violam de forma grosseira as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”. Depois da conversa, a chancelaria francesa também se pronunciou sobre o lançamento norte-coreano para reforçar seu apoio às sanções da ONU. / AP, EFE e REUTERS

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