AP Photo/Alex Brandon
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Trump chega ao Texas para estudar respostas à tempestade Harvey

Presidente americano é esperado na manhã desta terça-feira em Corpus Christi, próximo de onde Harvey atingiu o continente na sexta-feira; ele também deve visitar a capital do Texas, Austin, para se reunir com autoridades do Estado

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2017 | 09h31
Atualizado 29 Agosto 2017 | 14h47

CORPUS CHRISTI, EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, chegaram na tarde desta terça-feira a Corpus Christi, no Texas, para acompanhar o trabalho de contenção aos danos provocados pelo Furacão Harvey, que castiga desde o fim de semana a costa sudeste do Estado. 

Com uma jaqueta,  de chuva e um boné escrito “EUA”, Trump saudou populares e partiu para uma reunião com autoridades locais. Ele deve conversar com o governador Greg Abbott e o chefe da Agência Federal de Emergências (Fema) William Long.  “O presidente não quer perturbar as operações de resgate em curso”, disse a porta-voz Sarah Huckabee-Sanders. 

Trump e Melania devem partir em seguida para Austin, uma das mais afetadas pela tempestade.

O fenômeno também preocupou os mercados de energia e gerou estragos estimados em vários bilhões de dólares, uma vez que a reconstrução deve durar mais tempo do que os quatro anos do mandato de Trump no poder.

“Minha administração está coordenando de perto com autoridades locais e dos Estados no Texas e Louisiana para salvar vidas, e agradecemos aos primeiros socorros e a todos aqueles envolvidos em seus esforços”, disse Trump na Casa Branca na segunda-feira.

O republicano deve chegar na manhã desta terça-feira a Corpus Christi, próximo de onde Harvey atingiu o continente na sexta-feira como o furacão mas poderoso no Texas em mais de 50 anos.

O presidente irá mais tarde à capital do Texas, Austin, para se encontrar com autoridades do Estado, receber informações e fazer uma visita pelo centro de operações de emergência, segundo a Casa Branca.

Meteorologistas podem fazer poucas comparações com a tempestade, relembrando o furacão Katrina, que assolou New Orleans e matou 1.800 pessoas em 2005. A administração do então presidente George W. Bush foi acusada de responder de forma lenta e inadequada - crítica que foi um forte golpe à sua presidência.

 


Os estragos com a inundação no Texas pelo furacão Harvey podem se equivaler aos do Katrina, um dos desastres naturais mais custosos da história dos EUA, disse um grupo de pesquisa de seguros no domingo.

No Texas, milhares de tropas da Guarda Nacional, policiais, equipes de resgate e civis correram para helicópteros, barcos e caminhões para resgatar milhares de presos nas enchentes, que transformaram as ruas em rios e causaram acúmulos de água até o peito em diversos bairros.

Em Cypress, Texas, Kayla Harvey, de 26 anos, estava monitorando o Facebook, descobrindo onde as pessoas estavam e organizando amigos com barcos para ajudar. "Isso é o que fazemos pela nossa comunidade. Nós não esperamos que alguém venha e nos ajude a sair e fazer isso", disse ela.

Antes do Harvey, o último furacão de categoria 4 a causar estragos no Texas foi o Carla, em 1961. /  REUTERS

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