AP Photo/Susan Walsh
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Trump volta a acusar a imprensa de ser inimiga do povo

Ao comentar no Twitter o resultado da investigação do procurador especial Robert Mueller, presidente americano escreveu que meios de comunicação 'insistiram no delírio de um conluio com a Rússia' porque são um 'verdadeiro partido de oposição'

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2019 | 09h15

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou novamente nesta terça-feira, 26, a imprensa de ter feito uma cobertura parcial da investigação feita pelo procurador especial Robert Mueller sobre o suposto conluio de sua campanha com a Rússia, acusando os meios de comunicação de serem o "Inimigo do Povo" e um "verdadeiro partido de oposição".

Os principais meios de comunicação "durante anos insistiram no delírio de um conluio com a Rússia, enquanto sempre souberam que não havia conluio", escreveu Trump no Twitter. "A mídia mainstream está sob fogo e queimada em todo o mundo como sendo corrupta e FAKE", enfatizou. 

"Realmente, são o Inimigo do Povo e o Verdadeiro Partido de Oposição", acrescentou, dois dias depois do anúncio de que Mueller concluiu não haver evidências de conluio entre a equipe de Trump com Moscou nas eleições de 2016.

Trump anteriormente já havia usado a expressão "inimigo do povo" para recordar uma frase stalinista usada para descrever inimigos políticos, no caso a mídia americana.

De acordo com um breve resumo do relatório divulgado pelo procurador-geral William Barr no domingo, Mueller não encontrou evidências de conluio com Moscou durante as eleições de 2016, embora tenha determinado que a Rússia tentou manipular a votação.

Trump assegura que as conclusões das investigações o exoneram completamente e reivindicam suas acusações de ser o objeto de uma "caça às bruxas" e que a mídia faz parte de uma conspiração para derrubá-lo. 

De acordo com o resumo do relatório, Mueller não pôde determinar se o presidente obstruiu a justiça durante a investigação e deixou essa decisão para o Departamento de Justiça. / AFP

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