REUTERS/Kevin Lamarque
REUTERS/Kevin Lamarque

Trump volta a ameaçar empresas de redes sociais

Presidente americano declarou que EUA não podem tolerar 'censura política, chantagem e resultados de busca manipulados'

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2018 | 10h47

EVANSVILLE, ESTADOS UNIDOS - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse durante discurso em Indiana, na quinta-feira 30, que seu governo está defendendo os direitos de livre discurso e as grandes companhias de redes sociais não podem controlar o que os usuários vêem ou deixam de ver. “Você olha para o Google, Facebook, Twitter e outras gigantes de redes sociais e eu deixei claro que nós, como país, não podemos tolerar censura política, chantagem e resultados de busca manipulados”, disse Trump.

“Não vamos deixar grandes corporações silenciarem vozes conservadoras”, acrescentou, observando que “isso pode ir para o outro lado um dia também”.

Na terça-feira 28, o presidente havia dito que as buscas do Google são "manipuladas" para apresentar resultados negativos sobre ele. "Os resultados de pesquisa no Google para 'Trump Notícias' mostram apenas a exibição/divulgação de uma Mídia de Fake News", afirmou presidente no Twitter. 

Trump tem atacando gigantes da mídia social dos EUA nos últimos dias e afirma que é preciso novas medidas para acabar com o que chama de censura das vozes conservadoras do país, alegação compartilhada por seus seguidores.

Após as acusações do presidente, um secretário de Economia do governo afirmou que possíveis regulações para o setor seriam avaliadas. 

O Google negou que seus motores de busca sejam alterados para "manipular as opiniões políticas" dos seus usuários. "Quando os usuários digitam consultas na barra de busca do Google, nosso objetivo é garantir que eles recebam as respostas mais relevantes em questão de segundos", afirmou a empresa em comunicado.

"A busca não é usada para definir uma agenda política e não ajustamos nossos resultados para qualquer ideologia política." O Google, com sede em Mountain View, na Califórnia, ressaltou que "todos os anos publica centenas de melhorias em seus algoritmos para garantir que exibam conteúdo de alta qualidade em resposta às solicitações dos usuários". / REUTERS

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