Carlos Barria/Reuters
Carlos Barria/Reuters

Trump volta a falar em sanções e deixa possibilidade de ataque ao Irã em aberto

Comentários foram feitos após o presidente ter cancelado, na última hora, um ataque contra o Irã para retaliar a derrubada de um drone militar americano na quinta-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2019 | 13h45

WASHINGTON  - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 22, que imporá sanções adicionais contra o Irã, em um esforço para impedir que Teerã obtenha armas nucleares, acrescentando que a ação militar ainda é uma possibilidade considerada por ele. Na quinta-feira, Trump já havia mencionado que imporia novas sanções a Teerã, sem dar detalhes. 

Hoje mais cedo, o Irã advertiu aos EUA que qualquer ataque contra seu território teria consequências devastadoras para os seus interesses na região.

Os comentários de Trump a repórteres na Casa Branca ocorrem após o presidente ter cancelado, na última hora, um ataque contra o Irã para retaliar a derrubada de um drone militar americano na quinta-feira.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que se os iranianos desistirem de seu programa nuclear, ele se tornaria seu "melhor amigo". "Não vamos deixar o Irã obter armas nucleares e, quando aceitarem (iranianos) isso, serão um país rico, ficarão muito felizes e eu serei seu melhor amigo. Espero que isso aconteça", disse Trump.

"Mas se os líderes iranianos se comportarem mal, eles terão um dia muito ruim", acrescentou antes de embarcar num voo para a residência presidencial de Camp David, onde discutirá essa crise com várias autoridades. 

"Esperemos que sejam inteligentes", prosseguiu. "Se pudéssemos colocar o Irã de volta nos trilhos da reconstrução econômica, isso seria fantástico." Mas, enquanto isso, "vamos continuar adicionando sanções econômicas", declarou o bilionário republicano.

Washington e Teerã asseguram que não desejam a guerra, mas têm multiplicado as declarações agressivas.

Para o futuro, nada está decidido, disse Trump, afirmando estar rodeado de conselheiros com opiniões muito diferentes.

Se John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional, é um "falcão" que muitas vezes defende "uma linha dura", outros estão "em outra linha" e "o único que importa, sou eu", lançou o inquilino da Casa Branca. / REUTERS e AFP 

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