Tsunami causado por forte terremoto mata 118 em Samoa

Na segunda maior ilha de Samoa, pelo menos 20 aldeias ficaram completamente destruídas

Efe

01 de outubro de 2009 | 04h56

As equipes de resgate buscam nesta quinta-feira, 1º, nas ilhas Samoa centenas de pessoas desaparecidas pelo tsunami que há 24 horas arrasou populações litorâneas e deixou, pelo menos, 118 mortos.

 

As tarefas de busca de desaparecidos e de assistência aos desabrigados em Samoa Ocidental, se uniram especialistas e agentes sanitário, que chegaram hoje a Ápia, a capital, a bordo dos dois aviões enviados pelo Governo da Austrália.

 

Em Upolo, a segunda maior ilha de Samoa independente, pelo menos 20 aldeias ficaram completamente destruídas e cerca de 50 ficaram muito danificadas.

  

O primeiro-ministro samoano, Tuilaepa Lupesolai Sailele, acompanhou os funcionários as áreas afetadas de Upolo e se defendeu das críticas que o governo não alertou com tempo suficiente que se aproximava um tsunami.

 

"Estivemos informando durante muito tempo à população sobre o que devia fazer em caso de alerta de tsunami", disse a Rádio Nureva Zelândia. Segundo estimativas do Governo de Samoa, Estado com cerca de 200 mil habitantes, o número de desabrigados é de 32 mil.

 

O país do Pacífico mais afetado foi Samoa Ocidental - independente - com 84 falecidos, enquanto a Samoa americana, declarada zona catastrófica, confirmou 27 vítimas mortais e Tonga outras sete, informaram hoje fontes oficiais citadas pela imprensa local.

 

Depois do primeiro terremoto de 7,9 graus, segundo a medição do Serviço Geológico dos Estados Unidos, a região sofreu dezenas de tremores superiores aos cinco graus que deixaram os residentes em pânico, e complicaram ainda mais os trabalhos de resgate e envio de ajuda.

 

Segundo relatos de testemunhas,  o primeiro terremoto derrubou vários edifícios, mas muito pior foi o posterior impacto de ondas gigantes de até seis metros de altura, que levou casas e carros, .

As imagens de televisão mostraram povoados inteiros reduzidos a escombros, casas em pedaços de madeira e metal e veículos pendurados  em árvores.

 

O sul da ilha de Upolo (Samoa independente) foi a zona mais afetada, já que ficaram destruídas tanto humildes aldeias do litoral quanto hotéis de luxo na praia.

 

Uma grave avaria nas telecomunicações segue impedindo conhecer o alcance exato do desastre. Na Samoa administrada pelos Estados Unidos, o presidente Barack Obama declarou em Washington que todo o território samoano é zona catastrófica e acelerou o envio de vários aviões e navios militares para despachar ajuda a mais de 240 mil desabrigados.

 

Austrália, Nova Zelândia e União Europeia, anunciaram que também enviarão material de emergência ao Pacífico Sul.

 

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