Tufão Bopha já matou 350 nas Filipinas

Autoridades ainda procuram vítimas da tempestade, que passou pelo país na terça-feira

MANILA, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2012 | 02h00

O número de mortos pela passagem do tufão Bopha nas Filipinas subiu ontem para 350. Equipes de resgate ainda tentam encontrar mais vítimas da tempestade. As autoridades filipinas temem que mais corpos possam ser encontrados, à medida que as equipes de resgate avançam para regiões de alto risco que foram isoladas por deslizamentos de terra, inundações e quedas no sistema de comunicações.

Ainda há quase 400 pessoas desaparecidas. Na Província do Vale da Compostela, a mais atingida pelo tufão, foram registradas 151 mortes desde que os fortes ventos começaram a devastar a região, na madrugada de terça-feira. Entre as vítimas, estão 66 aldeões e soldados que foram pegos em uma enchente que destruiu dois abrigos de emergência e um campo militar na cidade de Nova Batam.

Cerca de 80 pessoas sobreviveram com ferimentos às inundações em Nova Batam, mas não foi divulgado o número de residentes que ainda estão desaparecidos. Ontem, em uma cidade rural de 45 mil moradores, casas desabaram e árvores foram arrancadas em razão dos fortes ventos.

O Bopha entrou na madrugada de terça-feira pelo sudeste do arquipélago e provocou fortes chuvas, que deixaram milhares de pessoas com água até a cintura, rios transbordados e estradas e plantações alagadas. A maior parte das pessoas que deixaram suas casas, cerca de 55 mil, vive nas províncias mais orientais de Mindanao, como Surigao do Norte e do Sul, Agusan do Norte, Lanao do Norte e Misamis Oriental.

As autoridades tinham se preparado para a chegada do tufão com a retirada de pessoas das zonas de risco e a suspensão das aulas. Cerca de 150 voos foram suspensos e milhares de pessoas ficaram presas em portos, após a guarda litorânea ordenar que os serviços marítimos fossem suspensos até novo aviso. Bopha ou Pablo, como é conhecido localmente, fecha a temporada de tufões nas Filipinas, que começa em junho e termina em novembro. / AP e EFE

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