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Tufão de Natal nas Filipinas afetará área onde vivem 42 milhões

Autoridades ordenam a retirada de milhares de pessoas antes da passagem do Nock-Ten, que pode ter ventos de até 231 km/h

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2016 | 17h17

MANILA - Dezenas de milhares de filipinos foram retirados neste domingo das regiões costeiras e outros lugares sob risco do leste do arquipélago com a aproximação do poderoso tufão Nock-Ten no Dia de Natal.

As autoridades alertaram sobre a possibilidade de ondas gigantes de 2,5 metros, deslizamentos de terra e enchentes na Península de Bicol e ilhas vizinhas. As retiradas poderiam afetar centenas de milhares de pessoas, disseram autoridades.

De acordo com o Centro americano para prevenção de tufões, o tufão Nock-Ten será acompanhado por ventos sustentados de 231 km/h, com rajadas de 278 km/h. Espera-se que a tempestade afete uma área total onde vivem cerca de 42 milhões de pessoas, incluindo Manila.

Nock-Ten, que vai varrer as Filipinas quando a temporada de tufões já deveria ter terminado, tem perturbado seriamente as celebrações de Natal, momento importante no arquipélago povoado em sua maioria por católicos devotos.

"Nós andamos por aí com megafones para pedir às pessoas para tomar o café da manhã, fazer as malas e embarcar em caminhões do Exército", indicou à AFP Alberto Lindo, uma autoridade de Alcala, aldeia de 3.300 habitantes perto do Mayon, um vulcão ativo. "No sopé do vulcão, existem depósitos significativos de cinzas, que podem ser deslocados pelas fortes chuvas e invadir as casas", acrescentou.

Entre os primeiros a serem retirados estão centenas de bebês, crianças pequenas e seus pais e idosos, que foram levados para uma escola a poucos quilômetros de distância, enquanto os ventos começavam a agitar as árvores.

Nock-Ten, que deve seu nome a um pássaro do Laos, deve tocar a terra firme na Ilha de Catanduanes, na região de Bicol, neste domingo à noite, antes de atingir na segunda-feira a região de Manila, mais ao norte.

Bicol, região pobre e predominantemente agrícola habitada por 5,5 milhões de pessoas, é muitas vezes a primeira a ser afetada pelos inúmeros tufões que atingem o arquipélago a cada ano.

Por esta razão, as autoridades acreditam que desenvolveram os procedimentos de emergência para minimizar o número de vítimas. As autoridades obrigaram mais de 12.000 residentes a deixar a costa de Catanduanes.

Na província vizinha de Carmarines Sur, cerca de 90.000 pessoas foram retiradas, a fim de ter "zero de vítimas", disse o governador Miguel Villafuerte em sua página no Facebook.

Alguns voos foram cancelados, enquanto todos os serviços de ferry foram suspensos. Em Manila, onde os centros de emergência foram abertos, as autoridades orientaram os moradores das favelas próximas ao mar a partir. Da mesma forma, os turistas devem evitar ir para as praias ao sul da capital.

Os cientistas estimam que a virulência das tempestades nos últimos anos é atribuível às mudanças climáticas. Em novembro de 2013, 7.350 pessoas foram mortas ou desapareceram durante a passagem do super-tufão Haiyan. / AFP

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