Cruz Vermelha das Filipinas via AP
Cruz Vermelha das Filipinas via AP

Tufão Goni chega às Filipinas com ventos de 225 km/h; 1 milhão de pessoas deixam suas casas

Tempestade tropical é considerada a maior do ano e atinge o arquipélago uma semana após outro fenômeno matar pelo menos 22 pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2020 | 00h03

MANILA - O super tufão Goni, com ventos de 225km/h e rajadas de até 280 quilômetros, tocou a terra no norte das Filipinas neste sábado, 31 (domingo no horário local). Cerca de um milhão de pessoas tiveram de deixar suas casas diante da maior tempestade tropical do ano.

As autoridades falam em condições "catastróficas" e alertam para o perigo de chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra na ilha de Luzón, onde se encontra a capital. A região também é a mais afetada pela covid-19, que em todo o país causou mais de 380 mil infecções e matou 7.221 pessoas.

Pagasa, a agência filipina de meteorologia, informou sobre ventos "destrutivos" e intensas chuvas na região de Bicol, com o tufão movendo-se de leste a oeste até Manila e outros centros urbanos importantes de Luzón. Essa ilha é a mais povoada das Filipinas, com cerca de metade dos 108 milhões de habitantes do arquipélago, e também o centro econômico, agora muito afetado pelas restrições da pandemia.

Em Catanduanes, a situação é "extremamente perigosa", uma vez que se teme um aumento do nível do mar de até três metros e "danos catastróficos devido ao vento". "Esperamos tempestades e estamos vigiando os vulcões Mayon e Taal para possíveis avalanches de lodo vulcânico", disse Mark Timbal, porta-voz da agência nacional encarregada da respostas a catástrofes naturais, à rede de televisão local ABS-CBN.

Ricardo Jalad, chefe da Defesa Civil, disse que "quase um milhão" de pessoas deixaram suas casas na região de Bicol, que inclui a parte sul de Luzón e Catanduanes. "Parece que esperamos ventos realmente fortes, o que aumenta a possibilidade de inundações e deslizamentos de terra generalizados", afirmou. As autoridades enviaram equipes de resposta a emergências e alimentos para áreas de risco neste sábado.

As escolas, fechadas devido à pandemia, se transformaram em refúgios de emergência, assim como os centros de abandono administrados pelo governo e os ginásios. Segundo Alexis Naz, porta-voz dos serviços de defesa civil regionais, a estratégia de retirar as pessoas de casas nas zonas ameaçadas "é ainda mais complicada este ano devido à covid-19".

Goni chega uma semana depois do tufão Molave, que atingiu a mesma região e matou pelo menos 22 pessoas. O fenômeno inundou uma grande zona agrícola antes de continuar sua rota até o Vietnã, onde também causou estragos.

Uma média de 20 tufões atingem o conjunto de ilhas a cada ano e o mais destrutivo foi o Haiyan, que atingiu as ilhas de Samar e Leyte em novembro de 2013, matando cerca de 7 mil pessoas e deixando 200 mil famílias desabrigadas. A tempestade tropical chegou com ventos de até 230 quilômetros por hora e rajadas de até 315km/h. /EFE e AFP

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