Tufão Ketsana deixa mais de 300 mortos no sudoeste da Ásia

Fenômeno passou por Camboja, Filipinas e Vietnã e segue para o Laos, embora esteja perdendo força

estadao.com.br,

30 de setembro de 2009 | 10h40

Moradores dos locais devastados nas Filipinas se abrigam em centros comunitários. Foto: Reuters

 

MANILA - O número de mortos pela passagem do tufão Ketsana chegou a 323 nesta quarta-feira, 30, entre habitantes do Camboja, do Vietnã e das Filipinas. O total de vítimas ainda pode aumentar nos próximos dias. O tufão segue agora para o Laos, onde as autoridades esperam que ele chegue com menor intensidade. Meteorologistas preveem que uma nova tormenta chegue às Filipinas na quinta.

 

Pelo menos 170 mil vietnamitas foram obrigados a abandonar suas casas. O Ketsana derrubou árvores, destelhou e inundou casas e deixou vilarejos sem eletricidade e telefone. a companhia estatal Vietnam Airlines suspendeu os voos. Nas Filipinas, que também sofreu grandes danos, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas. O policiamento foi reforçado na capital filipina para impedir que a população tentasse saquear lojas e supermercados.

 

"Estamos acostumados com tempestades que derrubam uma ou duas casas. Mas eu nunca vi uma tormenta tão forte", disse Nam Tum, governador da província de Kampong Thom, no Camboja.

 

Deslizamentos de terra causados pela tempestade soterraram casas no centro do Vietnã na terça-feira e deixou pelo menos 66 mortos. Segundo as autoridades, que ainda trabalham recolhendo corpos e procurando sobreviventes, o número de vítimas ainda deve aumentar.

  

No Camboja, pelo menos 11 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas na terça-feira. Um funcionário da Cruz Vermelha afirmou que cinco pessoas de uma mesma família morreram soterradas quando sua casa foi derrubada enquanto jantavam. As autoridades procuram comida e medicamentos para fornecer aos desabrigados pela tempestade.

 

Nas Filipinas, o Ketsana provocou a pior enchente do país no últimos 40 anos e deixou cidades inteiras submersas. As autoridades Filipinas dizem que 400 mil procuravam ajuda em centros comunitários instalados em escolas e outros edifícios públicos - até mesmo a o palácio presidencial. Os mortos no país chegaram a 246, com 42 pessoas desaparecidas.

 

A presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, admitiu que as necessidades das vítimas superam a capacidade de socorro oferecida pelo governo. A oposição acusa a presidente de não ter alertado o país com antecedência sobre a chegada da tempestade e reagido com lentidão às consequências do desastre. Os prejuízos são calculados em mais de US$ 100 milhões.

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