Tyler Hicks/The New York Times
Tyler Hicks/The New York Times

Tufão Mangkhut mata ao menos 64 pessoas nas Filipinas antes de chegar à China

Tempestade forte de escala 5, a mais devastadora segundo a metodologia Saffir-Simpson, passou pelo norte filipino e chegou à China continental neste domingo

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 10h55
Atualizado 16 Setembro 2018 | 19h28

O tufão Mangkhut chegou nete domingo, 16, à China depois de ter deixado 64 mortos em sua passagem pelas Filipinas. Após fazer estragos também em Hong Kong, onde deixou 213 pessoas feridas, a tempestade se dirige para a China continental.

A tempestade tropical de categoria 5 (em escala de 1 a 5), considerada a mais violenta desde o início do ano, devastou áreas agrícolas no norte de Luzón, o principal arquipélago filipino, causando inundações e deslizamentos de terra. As autoridades tinham dificuldades neste domingo para avaliar as perdas causadas pela tempestade. Mais de 105 mil pessoas fugiram de suas casas. 

No norte das Filipinas, o tufão provocou o corte das comunicações e da eletricidade na maior parte da região por onde passou, onde vivem cerca de cinco milhões de pessoas. Na cidade de Baggao, o tufão destruiu casas e arrancou telhados e fios de energia. Algumas estradas foram completamente inundadas e, em outras, o tráfego não era possível em razão dos deslizamentos de terra.

As fazendas de Baggao, que garantem uma parte importante da produção de arroz e de milho do país, também foram inundadas e muitas plantações foram destruídas, faltando um mês para a colheita.

“Já somos pobres e agora vem a tempestade”, lamentou Mary Anne Baril, de 40 anos, cujas plantações não sobreviveram à passagem de Mangkhut. “Não temos outro jeito de sobreviver.”

Por volta de vinte tufões atingem o arquipélago filipino a cada ano, causando centenas de mortes e agravando a pobreza de milhões de pessoas.

Na noite de ontem, o tufão chegou a Jiangmen, na província chinesa de Guangdong. As autoridades locais informaram sobre a evacuação de 2,37 milhões de pessoas e ordenaram que milhares de barcos de pesca retornassem aos portos./ AFP

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