Anthony WALLACE / AFP)
Anthony WALLACE / AFP)

Tufão Mangkhut provoca deslocamento de mais de 2 milhões na China

O devastador fenômeno climático causou a morte de mais de 50 pessoas nas Filipinas, antes de chegar ao maior país do continente asiático

O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2018 | 10h57

Após provocar morte de mais de 50 pessoas nas Filipinas, o tufão Mangkhut chegou neste domingo, 16, à China e, de acordo com veículos de imprensa estatais, mais de 2,4 milhões de moradores da província de Guangdong, no sul do país, tiveram que deixar suas casas e se realocar. Na cidade portuária de Macau, ex-colônia portuguesa, o nível da água subiu 1,5 metro e cassinos foram fechados.

O tufão, que foi classificado por especialistas com uma intensidade devastadora - segundo a escala 5 da metodologia Saffir-Simpson -, chegou à cidade de Taishan, em Guangdong, às 5 horas da manhã (horário local) com ventos de 162 quilômetros por hora. Autoridades do sul da China emitiram alerta vermelho, o de maior intensidade, após o centro de meteorologia nacional ter divulgado que a região, densamente povoada, teria de enfrentar um "teste severo provocado por ventos e chuvas". O alerta foi um preparo para "possíveis desastres".

Mais tarde, o Observatório de Hong Kong disse que o tufão havia se enfraquecido, mas continuava causando chuvas intensas em uma ampla faixa do sul do país acompanhadas de fortes rajadas de vento. Centenas de voos foram cancelados, assim como todos os serviços de trens de alta velocidade das províncias de Guangdong e Hainan, segundo informações do grupo Guangzhou China Ferrovias.

O tufão Mangkhut chegou às Filipinas no sábado, na faixa norte da ilha de Luzon, com ventos de 205 quilômetros por hora que deixaram ao menos 36 mortos. Outras 40 pessoas podem estar soterradas em um deslizamento de terra no norte do país.

O superintendente da polícia local, Pelita Tacio, disse que parte de uma encosta da montanha desabou sobre as moradias dos mineiros em uma aldeia de Itogon, cidade na província de Benguet. Também no norte das Filipinas, onde é época de colheita de arroz e milho, agricultores estão tentando salvar o que podem nas plantações, de acordo com o autoridades locais. / AP, Reuters e NYT

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