Tufão Megi deixa um morto no norte das Filipinas

O tufão Megi chegou hoje ao norte das Filipinas, causando deslizamentos em áreas montanhosas e provocando grandes ondas ao longo da costa do país. Pelo menos uma pessoa morreu. Meteorologistas afirmam que Megi é a tempestade mais violenta a atingir as Filipinas desde o tufão Durian, que soterrou cidades inteiras e matou mais de mil pessoas em 2006. O Megi deve ser o tufão mais poderoso do ano, segundo os especialistas.

AE, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 08h52

O fenômeno chegou à terra em áreas costeiras do norte das Filipinas, com ventos de 260 quilômetros por hora nesta manhã. Casas foram destelhadas e o sistema de fornecimento de energia acabou afetado. "Nós estamos presos dentro de nossa casa. Não podemos sair. Os ventos e a chuva estão muito fortes. Muitas árvores foram derrubadas ou se partiram pela metade", disse Ernesto Macadangdang, um morador de Burgos, cidade na província de Isabela, falando à rádio DZBB.

Megi perdeu um pouco de força após chegar à terra, mas mantém rajadas de 225 quilômetros por hora. O tufão continua provocando muita chuva pelo norte do país, na ilha de Luzon, ao longo da tarde (hora local). As províncias de Isabela e Cagayan foram as primeiras a serem afetadas pelo tufão na manhã de hoje.

Isabela e outras províncias na rota do tufão são áreas em geral de agricultura e pesca, com poucos milhões de residentes, que costumam enfrentar várias tempestades todos os anos. Cerca de três mil pessoas já foram retiradas de suas casas por estar em áreas de risco, segundo a defesa civil local. Os voos de e para Luzon foram suspensos e os navios não podem deixar o porto.

Autoridades já confirmaram uma morte hoje, de um homem que se afogou em um rio enquanto pescava na cidade de Tuguegarao, em Cagayan. Há o temor de que mais pessoas morram por causa do fenômeno. As Filipinas enfrentam na média 20 tufões por ano. Megi, porém, parece ser um dos mais violentos da história recente do país. As informações são da Dow Jones.

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