Tufão Neoguri atinge ilha do Japão e deixa ao menos 19 feridos

Companhia elétrica de Okinawa diz que mais de 95 mil casas estão sem energia

O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2014 | 09h16

TÓQUIO - O tufão Neoguri atingiu nesta terça-feira, 8, as ilhas de Okinawa, no sul do Japão, onde as autoridades recomendaram retirar quase 600 mil pessoas, deixando 19 pessoas feridas, informaram a emissora pública NHK e o governo local. Foram registrados fortes ventos e chuvas.

Segundo os últimos dados da prefeitura de Okinawa, as autoridades pediram a mais de 592 mil pessoas de 15 cidades para irem até o refúgio municipal mais próximo. Todos os colégios da cidade, conhecida por seus atrativos turísticos, e a maioria das lojas ficaram fechados como medida de precaução diante do maior tufão em décadas nesta época do ano.

As áreas mais afetadas pelas chuvas de cerca de 60 milímetros por hora, pelos fortes ventos e pela ressaca do mar são as ilhas de Miyako e Kume, o arquipélago de Kerama e a região austral e central da ilha principal de Okinawa, regiões onde a agência meteorológica japonesa mantém o alerta vermelho, o mais alto em desastres meteorológicos.

Os repórteres da NHK destacaram a dificuldade de se manter de pé devido ao vento em Okinawa. As imagens da emissora mostraram ruas e estradas desertas na principal ilha da região, onde o vendaval destruiu estruturas antigas, como uma cafeteria na cidade de Naha.

O tufão Neoguri também destruiu centenas de árvores, caixas d'água e postes da luz. Por enquanto, a companhia elétrica Okinawa Electric Power informou que aproximadamente 95.700 casas estão sem energia na região, onde vivem 1,4 milhão de pessoas.

Todos os voos que previam aterrissar ou decolar nesta terça na região foram cancelados e nenhum serviço de transporte marítimo ou navio pesqueiro funcionará. As autoridades locais preveem que os aeroportos não possam retomar a normalidade até a tarde de quarta, já que os piores efeitos do tufão podem ser sentidos até amanhã.

Neoguri, o oitavo tufão da temporada no Pacífico, estava às 18 horas (6h de Brasília) cerca de 170 quilômetros a noroeste da ilha de Kumejima e formava ventos com uma velocidade máxima de 215 km/h, segundo a Agência Meteorológica do Japão, que o classifica como "muito forte".

Ele se desloca pelo Mar da China Oriental em direção ao norte a uma velocidade de cerca de 30 km/h e espera-se que vire para o nordeste e alcance a ilha de Kyushu, a terceira maior do Japão, na quinta-feira.

O arquipélago de Amami, no município de Kagoshima (sul de Kyushu), já começou a ter fortes chuvas e rajadas de vento. /EFE

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