Tufão Nesat mata pelo menos 7 nas Filipinas

Pelo menos sete pessoas foram mortas pelo tufão Nesat nas Filipinas, disseram funcionários nesta terça-feira. Na capital, Manila, os temporais provocaram enchentes, blecautes e rápidas cheias.

AE, Agência Estado

27 Setembro 2011 | 08h52

As Filipinas são alvo de cerca de 20 grandes tempestades anualmente, muitas delas mortíferas, porém o governo disse que Nesat foi uma das maiores do ano, causando o dobro de chuvas e ventos, em comparação com a média.

O chefe da defesa civil, Benito Ramos, disse que pessoas estão sendo retiradas de suas casas. "Nós não temos dados exatos de quão grande é o estrago, já que a tempestade ainda está nos atingindo", notou.

O escritório da defesa civil confirmou pelo menos sete mortes, quatro delas em Manila quando um edifício ruiu. Houve grandes enchentes em zonas da capital, uma megacidade de mais de 12 milhões de habitantes.

"Estamos avisando as pessoas para não deixarem suas casas e permanecerem em segurança", disse o secretário-geral da Cruz Vermelha Nacional Filipina, Gwen Pang. "Aqueles vivendo perto da baía devem ficar vigilantes."

No Hospital de Manila, houve uma enchente no térreo, forçando os funcionários a realocar pacientes no segundo andar, segundo a rádio DZBB. O luxuoso Hotel Sofitel, localizado na baía da capital, foi esvaziado.

O palácio presidencial anunciou a suspensão das aulas e do trabalho em agências do governo em Manila e em outras áreas afetadas. Dezenas de voos domésticos na capital e em outras áreas afetadas foram cancelados.

A Bolsa das Filipinas suspendeu as negociações, enquanto o principal sistema ferroviário da capital ficou paralisado por falhas de energia que atingiram mais de um terço de Manila. Nesat atingiu o nordeste da ilha de Luzon antes do amanhecer, com ventos máximos sustentados de até 140 quilômetros por hora e rajadas de 170 quilômetros por hora.

As províncias agrícolas de Isabela e Aurora, no leste filipino, que estão entre as principais produtoras de arroz do país, estavam entre as mais afetadas inicialmente, segundo o escritório meteorológico estatal. O governador de Isabela, Faustino Dy, disse que 1.400 pessoas foram realocadas para centros em quatro cidades costeiras. Em Albay, outra província no leste do país, cerca de 110 mil pessoas foram retiradas de suas casas na segunda-feira. As informações são da Dow Jones.

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