Tufão provoca a morte de 198 pessoas nas Filipinas

O tufão Durian levou fortes chuvas e ventos de até 265 quilômetros por hora às Filipinas na noite de quinta-feira, provocando enchentes, deslizamentos de terra e desabamentos, informaram autoridades locais. Até o momento, 198 pessoas morreram, e 260 estão desaparecidas por causa do fenômeno natural.Das 198 pessoas mortas, 109 perderam a vida em deslizamentos de terra e lava umedecida na encosta do vulcão Mayon, disse Fernando Gonzalez, governador de Albay, a província filipina mais afetada pelo tufão. Outras 130 pessoas se feriram por causa dos deslizamentos."A tragédia atingiu praticamente todos os cantos de nossa província, causando enchentes, derrubando árvores, destruindo casas", lamentou o governador. Os deslizamentos de terra e inundações atingiram pelo menos oito povoados da província. Por aproximadamente três horas na tarde de quinta-feira, a lama que veio abaixo do vulcão arrastou árvores, soterrou casas e não perdoou as pessoas. Vilarejos inteiros foram engolidos pelos deslizamentos. Como a chuva e os fortes ventos provocaram a interrupção do fornecimento de energia elétrica e dos serviços de telefonia na região, dificultando a comunicação e o resgate, somente na manhã de sexta-feira foi possível identificar as proporções do desastre. Helicópteros tiveram que ser usados para avaliar a situação e salvar vítimas.Os número de pessoas atingidas pelo tufão já chega a 22 mil. Muitas delas estão desabrigadas. Segundo o governador González, o transporte público por estradas nas áreas afetadas foram suspensos."Nossas equipes de resgate estão salvando as pessoas que fugiram para os telhados", disse Glen Rabonza, diretor da agência de defesa civil, depois de informar a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, sobre a situação.De Roma, o papa Bento XVI lamentou as "trágicas perdas", e disse que iria rezar pelas vítimas e pelas equipes de resgate. Ventos furiososO Conselho Coordenador de Desastres Naturais do arquipélago afirma que equipes de ajuda foram enviadas a cada uma das províncias atingidas. O tufão entrou no oeste do arquipélago na quinta-feira com ventos de 190 a 225 quilômetros por hora. As autoridades já haviam cancelado as aulas nas escolas e o país já se preparava para um novo desastre, como o causado pelo tufão Xangsane, que em setembro provocou a morte de 250 pessoas e deixou o norte do arquipélago sem energia elétrica por vários dias. Desta vez, entretanto, não se previa a ação combinada do tufão com o vulcão.A presidente Macapagal Arroyo visitou a central do Conselho Coordenador de Desastres Naturais e ordenou ao Exército que colabore nas buscas. Além disso, anunciou a liberação de 20 milhões de dólares para socorrer os desabrigados. O tufão, provavelmente o último desta temporada nas Filipinas, começa a se afastar e as autoridades marítimas têm ordenado que a frota pesqueira permaneça nos portos ao norte e centro do arquipélago para que as embarcações possam levar ajuda às províncias afetadas. O Durian perdeu força nesta sexta-feira enquanto seguia rumo à ilha de Mindoro, ao norte, com ventos sustentados de 150 quilômetros por hora e rajadas de vento de até 185km/h. O tufão seguia na direção do Mar do Sul da China.De quinze e vinte ciclones atingem as Filipinas durante a estação chuvosa entre maio e junho e entre outubro e novembro.

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