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Tumulto deixa mais de 700 mortos e 800 feridos durante peregrinação em Meca

Três milhões de pessoas participam do rito muçulmano; Defesa Civil afirma que o número de vítimas ainda é incerto

O Estado de S. Paulo

24 Setembro 2015 | 06h49

RIAD (atualizada às 10h) - Pelo menos 717 pessoas morreram e 863 ficaram feridas nesta quinta-feira, 24, em um tumulto envolvendo peregrinos que acabaram pisoteados em Meca, informou a Defesa Civil da Arábia Saudita. A cidade é sagrada para o islamismo, onde três milhões de pessoas participam do Hajj, o rito muçulmano da peregrinação.

O tumulto aconteceu na área de Mina, que fica a cerca de dez quilômetros ao leste de Meca. Segundo a Defesa Civil saudita, o número de vítimas ainda não é definitivo.

Equipes estão separando as pessoas em grupos e dirigindo-as por caminhos alternativos. Cerca de quatro mil homens participam das operações de resgate com mais de 200 ambulâncias e outros veículos.

A tragédia aconteceu quando os fiéis se dirigiam de seus acampamentos para o local onde cumpririam o rito do apedrejamento das três colunas que simbolizam as tentações do diabo, durante o terceiro dia da peregrinação.

Os peregrinos haviam retornado da área próxima de Muzdalifah, onde passaram a noite e recolheram as pedras que são lançadas contra os pilares de Satanás.

A Arábia Saudita mobilizou cerca de 100 mil policiais para garantir a segurança durante a peregrinação. As autoridades também anunciaram que estariam em alerta com relação a possíveis atentados depois que o grupo jihadista Estado Islâmico atacou as forças de segurança e várias mesquitas xiitas no país nos últimos meses.

No dia 11, 107 fiéis morreram e 238 ficaram feridos após a queda de um guindaste no interior da Grande Mesquita de Meca. O último grande acidente durante o haj aconteceu em 2006, quando pelo menos 346 peregrinos foram mortos enquanto participavam da cerimônia de apedrejamento.

A peregrinação à Meca é um dos cinco pilares do Islã, junto com a "shahada" (profissão de fé), a esmola, a oração e o jejum no mês do Ramadã. /EFE, REUTERS e AFP


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