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Tumulto no funeral de Suleimani em Kerman deixa pelo menos 56 mortos

Corpo de general morto pelos Estados Unidos chega à cidade em que será enterrado após quatro dias de homenagens; pelo menos 200 ficaram feridos

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 07h51
Atualizado 07 de janeiro de 2020 | 13h30

Pelo menos 56 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas nesta terça, 7, durante tumulto no funeral do general iraniano Qassim Suleimani em Kerman, sua cidade natal onde será enterrado após quatro dias de homenagens. As informações são da agência oficial iraniana. Imagens do tumulto circulam nas redes sociais.

Na segunda, uma multidão se reuniu na Universidade de Teerã, onde o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, dedicou orações ao militar considerado herói iraniano, morto em ação dos Estados Unidos no Iraque.

De acordo com a TV estatal do país, a multidão foi formada por milhões de iranianos, que se alternavam entre explosões de tristeza e de fúria, com gritos como “Morte à América!” e “Morte a Israel!”. Dentre a multidão, também estava presente o chefe do movimento palestino HamasIsmail Haniyeh.

Ao longo da caminhada, foram queimadas bandeiras dos EUA e de Israel, enquanto homens e mulheres pediam vingança pela morte de Suleimani. Um homem foi visto carregando uma placa em que era possível ler a hashtag #SevereRevenge (“Vingança cruel”), slogan que também tem ganhado as redes sociais de iranianos. 

Khamenei fez uma breve oração em árabe perante o caixão de Suleimane, do iraquiano Abu Mehdi Al Muhandis (o segundo no comando da coalizão paramilitar e pró-iraniana Hashd Al Shaabi), e de outros quatro cidadãos iranianos mortos no mesmo ataque dos EUA

Tanto o líder supremo quanto outros dirigentes, como o presidente Hassan Rohani, o presidente do Parlamento Ali Larijani e o general Hosein Salami, saíram rapidamente do local, antes que a multidão tomasse as ruas de Teerã.  / REUTERS

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