Tumultos em Nápoles deixam 20 policiais feridos

A polícia italiana disse hoje que milhares de manifestantes em protesto contra o plano de abrir um novo aterro sanitário, ao lado do Parque Nacional do Vesúvio, nas imediações de Nápoles, bloquearam caminhões de lixo e impediram os veículos de descarregarem os detritos em aterros já existentes na periferia da cidade.

AE-AP, Agência Estado

21 de outubro de 2010 | 17h41

O chefe da polícia de Nápoles, Santi Giuffré, disse que os manifestantes agrediram os policiais que escoltavam mais de 30 caminhões de lixo para um aterro sanitário em Terzigno, que fica ao lado do parque nacional. Pelo menos 20 policiais foram feridos pelos moradores furiosos e 16 caminhões foram danificados, informou a polícia.

A nova crise do lixo em Nápoles é tão grave que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, convocou para amanhã uma reunião de emergência com ministros das pastas relacionadas aos problemas ambientais, econômicos e urbanos, informou a agência Ansa. Prefeitos locais criticam Berlusconi. O premiê teria prometido aos prefeitos, já em 29 de setembro, uma solução para a abertura do segundo aterro em Terzigno, rejeitado pela população.

Giuffré alertou que deverão ocorrer mais protestos se os caminhões não puderem descarregar os detritos nos aterros e as pilhas de lixo acumulado, ao redor de Nápoles, começarem a crescer. Giuffré declarou que é "sem sentido" a contínua agressão dos napolitanos contra a polícia em Terzigno. Moradores voltaram a apedrejar policiais. "É uma situação muito pesada, conseguimos retirar os caminhões da área e salvamos nossa pele", afirmou Giuffré. Os confrontos com a população napolitana são "feios, odiosos. Precisamos continuar a manter o respeito à lei e a lei afirma que os aterros sanitários estão abertos", afirmou o policial à Agência Ansa.

Em Boscoreale, outro subúrbio napolitano perto do Vesúvio, a população queimou a bandeira da Itália em protesto contra a abertura do segundo aterro sanitário. Manifestantes arrebentaram as vitrines de algumas lojas, assustando os pais de alunos, que foram buscar hoje mais cedo as crianças nas escolas.

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