Tunísia aceita colaboração da Itália para conter onda migratória

UE estima que 5.500 tunisianos deixaram seu país em direção à Ilha de Lampedusa

Reuters

15 de fevereiro de 2011 | 18h09

TÚNIS - A Tunísia aceitou na terça-feira, 15, a ajuda técnica da Itália para conter a onda de migrantes ilegais que tem chegado a uma ilha italiana desde que os tunisianos derrubaram seu presidente.

 

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A União Europeia estima que 5.500 tunisianos chegaram clandestinamente nos últimos dias à ilha de Lampedusa, numa situação que o governo italiano qualificou de emergência humanitária e atribuiu à turbulência dentro da Tunísia.

Num sinal de que a segurança está gradualmente melhorando, o Ministério do Interior tunisiano anunciou a suspensão do toque de recolher noturno imposto no mês passado, no auge dos protestos que acabariam por derrubar o presidente Zine al Abidine Ben Ali, no mês passado. Há anos governos europeus se valem de medidas duras por parte das ditaduras do Norte da África para reprimir a migração ilegal.

 

O chanceler italiano, Franco Frattini, foi a Túnis discutir o assunto e, após reunião com o primeiro-ministro interino Mohamed Ghannouchi, disse que os dois países definiram um marco de cooperação migratória que "respeita a soberania da Tunísia." Segundo a agência tunisiana de notícias TAP, Frattini prometeu radares e lanchas para serem operados pelos tunisianos.

Desde que Ben Ali fugiu do país, o governo provisório se empenha em recuperar a estabilidade. Mas a polícia se dissolveu em muitos lugares, e greves e protestos no país inteiro continuam prejudicando a economia.

Nesta semana, o governo mobilizou militares em trechos do litoral de onde os migrantes saem em balsas improvisadas e superlotadas com direção à ilha de Lampedusa, que fica na costa africana.

A comissária europeia de Assuntos Internos, Cecilia Malmstrom, disse em discurso que o número de pessoas chegando à Itália caiu nas últimas 24 horas. "Estamos preparados para ajudar tanto a Itália quanto a Tunísia. Trata-se de uma questão de grande importância para a UE", disse 

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