Tunísia condena familiares e assessores de Ben Ali

Um tribunal da Tunísia emitiu nesta sexta-feira sentenças de reclusão contra familiares e colaboradores da ex-primeira-dama do país condenados pela tentativa de sair ilegalmente do país com joias e dinheiro não declarados em meio à queda do regime ditatorial de Zine El Abidine Ben Ali. Já o antigo chefe da segurança presidencial, Ali Seriati, acabou absolvido das acusações contra ele apresentadas.

Agência Estado

12 de agosto de 2011 | 20h56

Ao todo, 32 pessoas foram julgadas nesta sexta-feira, três delas à revelia, por crimes relacionados à apressada tentativa de sair da Tunísia em 14 de janeiro, quando Ben Ali fugiu do país com destino à Arábia Saudita em meio a um levante popular.

Irmãs e sobrinhos da odiada família da ex-primeira-dama Leila Trabelsi foram condenados hoje a cumprir sentenças que vão de quatro meses a seis anos de prisão. Além disso, os réus foram condenados a pagar multas que totalizam o equivalente a US$ 144,5 milhões.

Seriati foi absolvido das acusações de cumplicidade, de tentativa de deixar o país com dinheiro não declarado e de falsificação de passaportes, mas aguarda julgamento por um tribunal militar por suspeita de conspirar contra o Estado.

Os familiares e colaboradores do ex-ditador tunisiano foram detidos no aeroporto de Túnis quando estavam prestes a embarcar em um avião particular em 14 de janeiro. As informações são da Associated Press.

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